Páginas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vai e Vem!


Mal acabou o Brasileirão 2010, campeonato que teve o Fluminense como campeão, e as especulações sobre contratações de jogadores inimagináveis já começaram. Na Gávea, a conversa já chegou em nível de Copa do Mundo, uma vez que o atacante uruguaio Diego Fórlan foi sondado pelo clube carioca. Porém, nada foi concluído e o Flamengo sonha com Ciro, atacante do Sport de Recife que está na seleção sub-20.

Na Colina, o cruzmaltino já conta com Marcel, ex-Santos e Anderson Martins, ex-Vitória, no entanto, o que predomina no Vasco da Gama é a lista de dispensa anunciada ontem a noite pelo diretor de futebol Rodrigo Caeteno. Foram na barca vascaína: o meia Fumagalli, os atacantes Rafael Coelho e Nunes e os laterais Ernani e Enrico.

No atual campeão brasileiro, o Fluminense, hoje à tarde um almoço entre o técnico Muricy Ramalho, Celso Barros, investidor da Unimed e o diretor de futebol Alcides Antunes vai traçar o perfil do elenco ano que vem. Em entrevista á Rádio Tupi, Alcides confirmou que as contratações serão pontuais e necessárias para cada posição do clube. Porém, apesar das festas de comemoração muitos jogadores pouco aproveitados vão deixar o clube como o argentino Equi Gonzalez e o zagueiro Cássio.

Já no Botafogo, o destaque é a saída do lateral Marcelo Cordeiro e do zagueiro artilheiro Antônio Carlos. No entanto, nada concreto e os dois estudam a possibilidade de ficar no clube.

Estados – Nos outros estados brasileiros não se comenta outra coisa a não ser a vinda de Adriano para o Corinthias. Ontem, em entrevista á rádio Bandeirantes de São Paulo, o diretor alvinegro garantiu a existência de um acordo entre o imperador e o clube, mas hoje de manhã o presidente do Corinthias, Andrés Sanchez fez questão de desmentir está história.

“Não tem nada certo. Vocês (jornalistas) ficam especulando ai, depois ele não vem e quem fica com cara de babaca sou eu”, indignou-se.

Enquanto a bola não rola até os estaduais vamos ficar no aguardo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Até logo, Zicão!


Em 1963 uma questão religiosa colocou Millor Fernandes em conflito com a tradicional "ética" dos Diários Associados. Num discurso público ele declarou: "me sinto como um navio abandonando os ratos".


A frase se aplica perfeitamente ao episódio da saída do Galinho. Uma pena que honestidade e futebol não consigam andar mãos dadas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Falou tá falado!

O técnico Silas disse que o atacante Val Baiano não desapresendeu a fazer gols.
Pois é, tecnicamamente é verdade... uma vez que ele nunca aprendeu, portanto não tem como desaprender, certo?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Maraca é meu - José Ilan

O Maracanã começa suas obras para 2014. Já muito atrasado, correndo riscos de atropelos e licitações nem tão transparentes, mas antes tarde do que nunca.

E deixa uma ponta de melancolia.

O gigante construído para a Copa de 50, remendado inúmeras vezes, passou por duas grandes reformas recentes: Uma para o Mundial de Clubes, em 2000. Outra para os Jogos Pan-Americanos, ainda outro dia, em 2007. Centenas de milhões de Reais foram gastos nas duas (em torno de R$ 300 milhões). O Maracanã atual, se não era um estádio de primeiro mundo, inegavelmente tinha razoável conforto para os torcedores. Sua grande e badalada novidade na recente reforma era o setor inferior de cadeiras, com ótima visão do campo. Frequentado por famílias, crianças, e além de tudo, com o ingresso mais barato do estádio. E olha que chegou com a difícil missão de substituir a lendária geral, que desapareceu sob as cadeiras azuis.

As mesmas cadeiras, que três anos depois, e apenas dois dias após receber uma multidão em festa, são exatamente as primeiras a perder espaço para o futuro. Já estão empilhadas, saindo de cena.

O Maraca, tal qual um corpo cansado, que muito já viu e tanto viveu, vai novamente pra mesa de cirurgia. Em breve será invadido não por bisturis, mas por tratores, escavadeiras e máquinas que vão tratar de lhe deixar com carinha de um jovem senhor para a Copa de 2014.

Desde meus cinco anos de idade, levado por meu saudoso pai, fiz do infinito gigante de concreto minha segunda casa. Desde as empoeiradas e vastas arquibancadas, passando ao gramado, às tribunas de imprensa, até levar hoje meu filho – com os mesmos cinco anos – ao mesmo lugar onde tudo começou pra mim.

Foi nele que descobri que doce e amargo podem estar separados apenas por alguns metros. Foi lá que vi, tudo junto, intolerância, compreensão, ódio e fraternidade. Foi no Maracanã que abracei, pela primeira vez e ao mesmo tempo que outros milhares, um estranho. Foi naqueles históricos degraus que aprendi que saber vencer é, às vezes, mais difícil que saber perder. E foi no velho Maraca que saboreei as mais inesquecíveis jovens tardes de domingo.

Sim, definitivamente ali, fui muito feliz.

Por isso, olho angustiado para as novas obras do Maracanã; como quem leva um parente ao hospital, e sem ter a quem perguntar: “Ele vai ficar bom, né Doutor?!”.

Que cuidem bem do meu velho e tantas vezes maltratado Maraca.

Este coração e o de muitos milhões pulsam por ele.
Google