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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Entornou o caldo...

A derrota por 5 a 3 na Arena da Baixada foi o simples desfecho de um time que passou o Campeonato Brasileiro inteiro dividido entre o real e o imaginário.
O real é nítido nas derrotas, nas análises contidas de seus próprios torcedores, ou na simples percepção dos que conseguem enxergar a falsidade nos clichês dos que "sempre sonharam em jogar no Flamengo".
A fantasia é vista sem muito esforço nas fanfarronices de alguns dirigentes e no delírio provocado pelas vitórias improváveis ou difíceis.
O Flamengo precisa encontrar o meio termo entre o ser e o querer.
Para ser de novo o campeão brasileiro não há que se importar uma cultura, copiando estratégias modernas.
Para ser de novo campeão brasileiro, precisa respeitar sua genética, o caráter formador e a própria história.
E acho que dessa vez os dirigentes rubro-negros aprenderam a lição...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tudo ou nada!

Quem diria que a ÚLTIMA RODADA do Campeonato iria decidir quase tudo: Libertadores, título, rebaixamento e Sulamericana (que pouco importa).
Diferente de outros anos ninguém abriu larga vantagem na ponta e assegurou o caneco com algumas rodadas de antecedência. Bom pra nós, uma vez que sobra emoção e não falta suspense.


Tá certo que os times que brigam para não cair, como o Vasco, não estão lá muito satisfeitos com essa angústia toda, haja coração!

Financeiramente não é mesmo bom pra NINGUÉM que um time como o Vasco caia... com todo respeito, para o Flamengo é melhor jogar um Flamengo x Vasco ou um Flamengo x Avaí?


Time grande, como o Vasco, faz a coisa funcionar pra todo mundo, gera receitas, enche estádios, vende camisas, direitos de TV. Uns dizem que a série B faz bem pro clube, pra se reestruturar, reorganizar, e toda essa baboseira que falam por aí. Não seria possível ( e muito mais rentável) se reestruturar e repensar a gestão DENTRO da serie A?
É uma baita bobagem que os torcedores do Flamengo peçam pro time entregar o jogo contra o Furacão.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Voltei!!

Reta final de campeonato brasileiro: briga em cima e briga embaixo da tabela. O discurso ensaiado dos técnicos já não convence mais ninguém... só resta, aos torcedores, esperar pra ver no que vai dar.
O que me impressiona é a aparente tranquilidade dos técnicos envolvidos com a zona do perigo. A palavra de ordem é trabalho - se trabalharmos firme não vamos cair - ora bolas, quatro vão cair!
A esperança é a última que morre..... MAS MORRE!!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um tempinho fora do ar!!


Alô amigos visitantes do Blog do Garça.


Devido a falta de tempo pra atualizar o blog com textos e entrevistas interessantes não tenho aparecido por aqui. Durante estes 13 meses e mais de 15.000 visitas o Blog sempre se caracterizou por apresentar bons textos e puxar discussões interessantes acerca dos ocorridos, sendo assim não faz sentido "postar por postar".

Não tenho respondido, mas leio todos e-mails que recebo falando sobre o Blog.

Em breve estarei de volta e teremos novidades.


Um grande abraço,

Rafael Garça.


Ps: dia 02 de setembro vou participar do Globo Esportivo, comandado pelo Garotinho José Carlos Araujo, na Radio Globo Am 1220, com início às 18h. Não percam! Rsrs.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Agora que chegou... acelera fundo!

Caros Leitores

Voltamos a escrever nesse espaço num momento histórico para a torcida tricolor e que poucos sonhavam que pudesse tornar-se realidade: o clube está na final da Taça Libertadores da América, faltando apenas 2 jogos para se credenciar como candidato ao título do Mundial Interclubes, em Yokohama, no final do ano.
Apesar da pífia campanha no Campeonato Brasileiro até o momento (a equipe é a lanterna da competição, com apenas dois pontos ganhos em 21 disputados), ocasionada principalmente pela decisão da comissão técnica e do patrocinador em utilizar uma equipe toda reserva em cinco das sete rodadas, a torcida do Flu (e até o time mesmo, e isso pôde ser comprovado nas partidas contra o Grêmio e Santos) só tem um alvo: a final da Libertadores contra a LDU do Equador.
Da última coluna (confronto contra o Atlético Nacional de Medellín) para cá, muita coisa aconteceu, tendo o torcedor tricolor passado por um turbilhão de emoções que há muito tempo não víamos: jogos tensos, disputas duras, recuperações heróicas, jogadores reconhecidamente em má fase se superando para levar o Flu a final e quebra de tabus, culminando com uma façanha que somente o Santos de Pelé havia conseguido: bater o temido Boca Juniors numa disputa de mata-mata na Libertadores.
O Resumo da Ópera
I. Flu x Atlético Nacional de Medellín
Após ter obtido a melhor campanha na 1a fase (fato que sempre falamos que seria importantíssimo para as fases seguintes, o que se comprovou na prática), o Flu enfrentou o Nacional de Medellín nas oitavas-de-final. No 1o jogo na Colômbia, a equipe atuou de forma preguiçosa, de maneira muito defensiva. Mas, ainda no 1o tempo, um lance foi decisivo: com uma arrancada fulminante, Junior César entra na área, sofre pênalti e o goleiro adversário é expulso, deixando o Flu com um a mais em campo. Thiago Neves faz 1 x 0 e, ao invés de administrar o jogo e fechar a fatura logo, o Flu cai assustadoramente de produção e chega a levar um gol do Nacional no início do 2o tempo. A equipe se arrastava, quando Conca acertou um chute de fora da área e fez 2 x 1. Renato mexeu bem na equipe e, com a entrada do Maurício, o Flu voltou a ganhar o meio-campo e acabou por consolidar a fatura. Nesse jogo, um fato negativo para a equipe: Thiago Silva sofreu uma contratura e, segundo o departamento médico, poderia ficar um mês fora. O melhor do Brasil estava no estaleiro, mas o guerreiro Roger se prontificava para a batalha
No jogo de volta, novamente uma atuação sem muita inspiração, onde mais uma vez o herói foi Roger, com uma bela cabeçada, acabando por fechar o caixão dos colombianos. O Flu se classificava pela primeira vez para as quartas-de-final da Libertadores e a torcida voltava a se motivar, depois da eliminação do Estadual. A próxima missão era o São Paulo, papa-títulos conhecido do futebol sul-americano.
II. Flu x São Paulo
Dado como uma espécie de zebra nas fases finais da Libertadores, o Flu encontrava o São Paulo, do “imperador” Adriano, favorito absoluto da imprensa. Era muito engraçado, às vezes difícil de entender, uma parte grande da imprensa tratar aquela disputa como favas contadas, que o São Paulo iria atropelar o Fluminense, que a vaga estava garantida, etc. Esqueciam que o Flu, apesar de não vir jogando muito bem a época, era a melhor campanha, jogaria a segunda partida em casa e que o São Paulo de hoje já não é a mesma coisa de uns 2/3 anos atrás. Bom, mas o Fluminense sempre “rende” melhor quando não é favorito, então a torcida se manteve sempre confiante.
No jogo do Morumbi, uma surpresa na escalação: Renato resolveu barrar Conca, jogando com três volantes de contenção (Ygor, Arouca e recuando mais o Cícero), com apenas Thiago Neves na armação e Dodô e Washington na frente. Com a marcação forte sobre Thiago Neves e os atacantes isolados, o Flu atuou mal no Morumbi.
No 1o tempo, terror constante: com Fernando Henrique começando a partida de forma insegura e falhando quatro vezes seguidas em menos de 20 minutos (chegou a soltar três bolas para o meio da área, em chutes fracos), numa dessas falhas, não foi surpresa quando Adriano abriu o placar para a equipe paulista. Naquele momento, na pressão do Morumbi lotado, o Flu atuava de forma acuada, com Dagoberto infernizando a defesa tricolor com tabelas rápidas com Hernanes, Hugo e o próprio Adriano. O 1 x 0 no 1o tempo saiu barato, pela péssima atuação da nossa equipe. O time parecia nervoso, mal armado e com um sistema de saída de jogo através de chutões inúteis que fazia a bola voltar seguidamente para a nossa defesa.
No 2o tempo, mais calmo mas ainda atuando de forma burocrática, o Flu até conseguiu criar duas oportunidades, uma com um chute de Thiago Neves que Rogério Ceni defendeu com dificuldade e outra com uma jogada espetacular de Conca (que, mesmo jogando menos de 30 minutos, foi o melhor do Flu). O São Paulo, que achava que o Flu viria com tudo, ficou a espera, nos contra-ataques, e perdeu a chance de complicar a nossa vida. O resultado, que para a imprensa de paulista era a “garantia” da classificação, acabou sendo bom para o Flu.
Dia histórico no Maracanã: com quase 70.000 pessoas cantando a plenos pulmões, o Fluminense, com Thiago Silva de volta, enfrentava o favorito da mídia, o São Paulo. Depois de trabalhar de forma perfeita o emocional do elenco durante a semana, Renato armou a equipe muito bem no início e viu rapidamente qual era o mapa da mina: Jancarlos, lento como sempre. Com triangulações entre Cícero, Conca e Junior César, o Flu criou logo oportunidades, até que num chute para a área do nosso lateral, mal rebatido pelo zagueiro do São Paulo, Cícero sobe muito e desvia a bola para Washington, que vinha em péssima fase e sendo bastante criticado pela mídia (mas que, antes do jogo, dizia sentir que era o “dia dele”, o que acabou acontecendo), abrir o placar com um leve toque que matou Rogério Ceni. Com um Maracanã em delírio, o Flu poderia até ter imprensado a equipe paulista e decidido o jogo, mas o São Paulo, time experiente e com um bom treinador, acabou impedindo os avanços do Flu, conseguindo virar o 1o tempo com 1 x 0 contra, resultado que levaria a peleja para os pênaltis.
O início do 2o tempo foi tenso, mas o São Paulo, já sem o fraco Jancarlos e com Joilson como ala, começava a dominar territorialmente o gramado. Eis que Renato tira Arouca e coloca Dodô. Com Cícero recuado e mal posicionado, o Flu perde o meio de vez e o São Paulo toma conta da partida. O Muricy Ramalho, que “lê” o jogo como poucos, entra com Aloísio, concentrando as jogadas pelo lado esquerdo; justamente por esse lado do campo, o atacante puxa Igor para dançar e encontra Adriano sozinho no meio da área – 1 x 1. Quando o abatimento poderia tomar contra da equipe, a sorte que vem acompanhando o Flu na Libertadores, apareceu: o São Paulo ainda comemorava o gol de empate, quando uma tabela rápida na entrada da área resultou num chute meio fraco de Dodô, que acabou pegando Rogério Ceni de surpresa: 2 x 1.
Os minutos finais dessa partida nunca sairão da mente dos tricolores: jogo nervoso, São Paulo se defendendo e o Flu tentando atacar, de forma desordenada, mas com muita vibração. Eis que, aos 39 minutos do 2o tempo, um lance importantíssimo: Junior César consegue dois cartões em cima do Joilson e o jogador do São Paulo é expulso. Aí, é um festival de chances para o Flu, com chutes de Maurício e Washington. Aos 47 minutos, depois de uma seqüência de ataques, córner para o Fluminense. Thiago Neves, o rei das assistências tricolores, mas que não jogava bem, ajeita a bola; na área, um batalhão de jogadores. Thiago bate, a bola viaja, e a tensão no ar é quebrada com uma cabeçada fulminante de Washington, que ganhou de 3 defensores do São Paulo. A explosão daquele momento ficou para a história, junto com a tristeza da imprensa paulista, que não acreditava na reação tricolor. No último ataque, Richarlysson tenta uma fraca bicicleta no meio do gol, FH encaixa e acaba a partida. O delírio dos tricolores preenche o Maraca e o São Paulo tinha ficado para trás.
A “zebra” dos paulistas seguia em frente.
III. Flu x Boca Juniors
Depois da eliminação do Santos pelo América do México e do San Lorenzo pela LDU, o confronto estava marcado: o Flu enfrentaria o temido Boca Juniors, time especialista em Libertadores e torneios de formato “mata-mata”, do craque Riquelme, Palermo, Palácio e de Dátolo.
Através da imprensa argentina, o técnico do Boca dizia desconhecer o Flu. A própria imprensa brasileira já dava como “ótima” a participação do clube, achando que o Fluminense, assim como todos os times brasileiros que enfrentaram a equipe Argentina com exceção do Santos de Pelé, iria sucumbir aos “hermanos”. Palermo falava em duas vitórias seguidas e as mesas-redondas dos canais paulistas já contabilizavam as goleadas que o Fluminense iria tomar.
Na primeira batalha, disputada no estádio de Avellaneda (Racing), um jogo histórico: o Flu teve um bom início, onde conseguiu controlar as investidas do Boca nos primeiros minutos. Mas, com esse time não se pode bobear: com uma jogada nas costas de Junior César, Riquelme escora um cruzamento e abre o placar. A torcida do Boca inflama, mas, a dupla dinâmica “rei da assistência e rei da zaga” funciona novamente: Thiago Neves bate perfeitamente uma falta na cabeça do fenômeno Thiago Silva, que sobe com estilo e coloca a bola na rede; o Flu empatava a partida, para surpresa dos argentinos. Mais uns lances de perigo, mas o Flu, que conseguira marcar um gol fora de casa, segurava o 1 x 1.
No 2o tempo, uma pressão fortíssima do Boca, onde se destacaram os zagueiros e especialmente o FH, que fez defesas espetaculares, em seqüência. Mas, numa cobrança de falta, onde a catimba Argentina comeu quase 4 minutos da partida, Riquelme faz 2 x 1 e os torcedores chegaram a temer pelo pior, porque o Boca realmente jogava melhor que o Flu nesse momento. Mas, o time foi acalmando, voltando a tocar a bola e os ventos da sorte sopraram novamente a nosso favor: Thiago Neves domina uma bola na entrada da área e manda um chute forte, mas no meio do gol; o goleiro do Boca falha e o 2 x 2 estava estabelecido. A torcida do Boca emudeceu e o Flu chegou a fazer o terceiro gol, mas o juiz anulou pelo toque de mão de Thiago Neves. Até o final do jogo, tensão, mas o Flu foi valente e nossa defesa segurou o resultado. Na partida de volta, a equipe tinha dois resultados de empate a favor e vitória por qualquer placar. A vaga na final, para espanto de muitos, estava próxima.
Um Maracanã com 85.000 tricolores inflamados aguardava a batalha. Durante a semana, foi alardeada a invencibilidade do Boca, sua fama de exterminador de clubes brasileiros e que a equipe portenha sempre atua melhor fora do que dentro de casa. Do outro lado, Renato mexia com os jogadores, mandava recados para o técnico do Boca e repetia seu bordão preferido – “o jogo tem 180 minutos”.
No 1o tempo, um jogo altamente nervoso, onde o Boca teve um domínio territorial, mas que ameaçou o gol de FH somente com duas finalizações de Palermo. Pelo lado do Flu, Washington, após uma bela matada no peito, mandou nas arquibancadas a chance de abrir o placar. O time jogava com raça, mas o Boca Juniors tinha liberdade no meio, com seus armadores trocando passes sem muita marcação. Aquele famoso “buraco” entre o ataque e a defesa continuava, nossos homens de frente (especialmente o Cícero) não conseguiam segurar a bola e o time não funcionou.
O 2o tempo veio e o Flu mais uma vez começava mal. O Boca Juniors foi tomando conta do campo e começou a ameaçar o gol de FH; em mais uma seqüência de dribles oferecida pelo Ygor, cruzamento para a área, Thiago Neves (que nem deveria estar lá, mas, com o time mal posicionado em campo acabou tentando fazer o papel de zagueiro) dá mole, FH nem sai nem fecha o canto da trave: cenário perfeito para Palermo, que já vinha ameaçando o gol tricolor, abrir o placar no Maracanã. Nesse momento, o Flu estava fora.
Mas, a torcida tricolor infla o peito e começa a incentivar o time, que vai para o ataque, já com Dodô em campo. O craque dos gols bonitos faz uma bela jogada e é derrubado. Na hora da falta, faz cara feia e deixa a cobrança para Thiago Neves ou Washington. Surpreendendo o goleiro argentino, o Coração Valente cobra com maestria e empata a partida, trazendo novamente o Flu para a final. Os 15 minutos seguintes foram dramáticos, com o Boca imprensando o Flu no seu campo e FH fazendo ótimas defesas, que garantiram o empate. O time do Boca foi cansando e o Flu novamente ganhou o meio. Conca, num contra-ataque, tenta acionar Dodô na área, mas a bola bate em Ibarra e entra direto no gol argentino. 2 x 1 e a vaga estava mais próxima. Daí para frente, mais pressão do Boca, mas controlada pelo Flu. No último minuto, Dodô, que já havia perdido 2 gols que normalmente não desperdiça, aproveita uma saída de bola errada de Palácio e fecha o placar com mais um golaço, deixando os zagueiros estatelados no chão.
O gigante estava caído. Depois do Santos de Pelé, finalmente um time brasileiro eliminava o Boca. O Flu provava, na prática, que não chegava a toa na final da Libertadores.
Com esse breve resumo, feito para motivar ainda mais os tricolores, ficou uma coisa clara: a união da nossa torcida, que tem dado show, com a raça e disposição impostas pela equipe, com a ajuda da competente comissão técnica, é que tem feito a diferença. Mesmo com um time que possui uma falha grave na marcação de meio, ocasionada pela vocação ofensiva dos nossos armadores e pela dificuldade técnica dos nossos volantes, ultrapassamos os obstáculos que muitos julgavam impossíveis de serem suplantados.
O time, que atuou burocraticamente contra o Nacional de Medellín nas duas partidas, a partir do jogo no Maracanã contra o São Paulo, “entendeu” o espírito da competição. A equipe paulista, tri mundial, veio ao Rio com uma boa vantagem e foi eliminada. O Boca sequer conseguiu vencer o Fluminense, sendo batido de forma incontestável. É difícil eleger um destaque. Jogadores como Washington e Dodô têm sido decisivos. Junior César (melhor preparo físico do elenco) e FH (com Castilho incorporado em alguns momentos) superam suas limitações e têm feito ótimas partidas. Conca provou a Renato que nunca poderia ficar de fora do time. Thiago Neves, mesmo não sendo o jogador que sabemos que pode ser, vem se esforçando e sendo decisivo nas assistências (que diga Buenos Aires). O que dizer da zaga Thiago Silva e Luis Alberto, o primeiro o melhor zagueiro do Brasil, o segundo um coadjuvante eficaz e dedicado ao extremo. Gabriel ainda não é o mesmo de 2005, mas compõe com dedicação a defesa tricolor. Cícero também se desdobra, sendo muito importante nas bolas altas.
LDU – A Batalha Final.
Muito se falou do “grupo da morte” na 1a fase, que o Fluminense não iria passar, que não tinha experiência em torneios internacionais, etc. Quando começaram as vitórias tricolores, a mesma parcela da imprensa começou a diminuir a importância do grupo, dizendo que a LDU só jogava na altitude, que o Arsenal não era mais aquele e que o Libertad nem deveria estar disputando o torneio. Mas, o fato é que o grupo da morte indicou os dois finalistas da Taça Libertadores, que mataram todos os outros “imortais” dos outros grupos.
A LDU é um time que joga de forma rápida, compacta e mostra bom entrosamento. Seu time possui 6 jogadores da seleção equatoriana e 1 da seleção paraguaia. O esquema tático varia entre o 3-5-2 e o 3-6-1, com apoio constante dos alas. Os destaques são os “delanteros” Joffre Guerrón (transformado pelo técnico Edgardo Bauza em ala, um verdadeiro azougue) e Cláudio Bieler e os “volantes” Luís Bolaños (de muita força física) e Patricio Urrutia (que fez o gol do empate da seleção do Equador contra a Argentina pelas eliminatórias, em terras portenhas). É um time que cria oportunidades de gol, mas tem dificuldade na hora da finalização. Além disso, conta com a altitude de 2.850m de Quito para tentar fazer a diferença.
Será um adversário difícil, mas que pode ser batido. O resultado do primeiro jogo será importantíssimo. Temos que lembrar que na final da Libertadores não há mais o critério de gols fora de casa: empate no saldo de gols leva a partida para a prorrogação e pênaltis.
Para encerrar
Nesse momento, não vamos conjecturar muito sobre a situação geral do Fluminense. Isso fica para a próxima coluna. Ainda não falaremos dos reforços que estão sendo contactados (vem gente boa aí), de problemas do esquema tático, da tenebrosa campanha no campeonato brasileiro e do pior episódio do final de semana: a vergonhosa venda de ingressos para o jogo final no Maracanã, que já foi amplamente divulgada pela imprensa e pelos injustiçados tricolores que perderam ingressos para a máfia dos cambistas, policiais e outros tipos de canais de corrupção e incompetência que giram em torno do futebol.
O torcedor do Flu deve ter orgulho de acordar, vestir a camisa, se alimentar e dormir pensando no Fluminense. Vamos fazer o Milton Leite ficar ainda mais triste do que ficou no dia do Flu x São Paulo no Maracanã, quando já fazia as contas de quantos gols o Adriano iria fazer para ser o artilheiro da Libertadores; vamos fazer o Cleber Machado adotar um tom ainda mais fúnebre do que adotou depois da mesma partida no Maracanã, quando Washington estufou as redes de Rogério Ceni. Vamos bater os recordes de audiência nas tvs brasileiras.
A equipe precisará do grito de todos nós. Em campo, o time vai jogar pelos 9 milhões de tricolores, espalhados pelo Brasil. Força Branco, Força Renato e comissão técnica, Força para o elenco. Vocês fazem dentro de campo, nós fazemos aqui fora. Independente de ingressos ou não. Com torcida contra ou não.
Deixemos para raciocinar novamente depois do dia 02 de julho.


Saudações Tricolores
Conde Fidalgo


quinta-feira, 5 de junho de 2008

Com a mão na Taça!

Com alguma sorte e autoridade de campeão, o Fluminense passou por cima do Boca Juniors e confirmou o que alguns já imaginavam: o time está preparado pra levantar o caneco sulamericano.
Que partida fez o Cícero! Jogou muito, assim como Conca e Thiago Silva (normal já...).

Agora vem a LDU, tida por muitos como o grande azarão da competição mas que mostrou, em algumas partidas, credenciais para chegar onde chegou.

Agora o Flu deve se concentrar no Brasileiro, já que ocupa a última colocação com apenas um ponto ganho.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Chegou a hora, Fluzão!!

Não resta dúvidas! Hoje é um dos jogos mais importantes da história do Fluminense.
O jogo, parece cliche, mas não tem favorito. Para o lado do Boca pesa o excelente retrospecto fora de casa, já o tricolor conta com a força da torcida e , por que não, do time.
Teremos uma daquelas partidas que só acaba quando termina, rs.
Breve análise
Se formos analisar individualmente cada jogador das duas equipes vamos perceber que existe um grande equilíbrio, apesar da maior parte da mídia apontar a equipe do Boca como mais forte.
Vejam bem:
* Os dois goleiros são fracos, apesar do FH, surpreendentemente, estar pegando até pensamento.
* Nas laterais o Flu leva pequena vantagem em termos ofensivos, graças a velocidade (e só) do Jr. Cesar e a habilidade do Gabriel. Porém, em termos defensivos, os laterais do Boca dão mais segurança para a zaga.
* No meio, o Boca tem Riquelme. Indisutível! Cracaço de bola, sabe tudo... O Flu tem Thiago Neves, muito bom jogador. Só que o Fluminense ainda tem Conca. O baixinho tá jogando demais!
Os volantes, na minha opinião, são todos horrorosos... Arouca, Ygor, Mauricio, seja la quem for entrar em campo. Do aldo do Boca nem tanto...
* No ataque o Boca tem Palermo, e o Flu Washington que, pra mim, são igualmente bons. Mas ainda sobra o Palácio do lado argentino... Se o Dodo jogar... quem sabe!
Em resumo é isso. Não vejo o time do Boca melhor do que o do Fluminense.
Que vença o melhor. Que vença o Flu!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Flamengo Campeão Brasileiro de Basquete!

O Flamengo, nesta terça feira, se sagrou campeão brasileiro de basquete masculino.
Com uma campanha irretocável, o time da Gávea foi derrotado em apenas três oportunidades durante toda competição, e não perdeu nenhum jogo sequer nas fase dos playoffs.
Destaque para o ala Marcelinho Machado, contratado para ser a estrela da companhia e ser o grande nome da equipe em busca da conquista maior torneio do país. Deu certo, e pela primeira vez na sua história o Fla é campeão brasileiro de basquetebol.

domingo, 1 de junho de 2008

Encontro com o Galinho

Na última quarta feira, dia 29, tivemos o prazer de conhecer o Zico. Cerca de 50 pessoas estiveram presentes no encontro, organizado anualmente pelo Moraes (http://www.historiadetorcedor.com.br/). Foi emocionante e inenarrável a alegria que tomou conta dos presentes.
Muito simpático, Zico atendeu a todos pacientemente e autografou centenas de livros, revitas e camisas, além de atender um por um para fotos. Me chamou muita atenção a forma com que ele trata os fãs, fantástico!
Segue algumas fotos e um pequeno vídeo com imagens entrevistas no CFZ.

video
Aperte Play para executar o vídeo

Zico autografando o livro que será sorteado no Blog







Não esqueçam! A promoção continua. Quem mandar a melhor história de amor pelo seu clube ou ídolo ganha o livro "Zico conta a sua história" autografado pelo Galinho. E mails para: rarafael@gmail.com ou beladabola@yahoo.com.br

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Promoção







Hoje o Blog Bela da Bola e o Blog do Garça lançam juntos uma promoção! Se você tem uma boa história de amor pelo seu clube, ou por um ídolo do seu time, não deixe de participar. Basta contar a sua história e enviar para beladabola@yahoo.com.br, ou para RARAFAEL@GMAIL.COM .
O melhor "caso de amor" ganhará o livro - Zico Conta Sua História - autografado pelo Zico, e ainda terá a sua história publicada nos dois Blogs. Não deixe de participar! As histórias deverão ser enviadas até o dia 15 de junho e o resultado sairá no dia 17. Agora é com vocês!




PARTICIPEM!!!!




Segunda feira vou postar a matéria: "Encontro com Deus" - a excursão de 50 pessoas para conhecer Zico, no CFZ, na ultima quarta feira.




terça-feira, 27 de maio de 2008

Breve Pausa.


Galera, desculpem a falta de atualização esta semana. O Blog do Garça vai dar uma pausa até segunda feira. Não tem dado tempo de sentar pra escrever, e se for pra postar qualquer coisa é melhor não postar nada, né?
Abraços e até segunda.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Tic tac... Tic Tac...

Fernando Henrique é mesmo, como disse o Conde Fidalgo em sua última coluna, uma BOMBA RELÓGIO. Inseguro e prepotente, o jovem arqueiro está prestes a explodir a qualquer momento, e não será por falta de aviso.
Ontem , mais uma vez, FH fez de tudo pra levar um gol, e conseguiu!

Ele faz o possível para não colocar as mãos na bola, prefere ir com os pés mesmo nas bolas fáceis e quando não faz defesas estranhíssimas a bola entra. Meu Deus! Que goleiro é esse que não gosta de usar as mãos?

Apesar da sucessão de falhas, o goleiro tricolor está sempre falando em volta por cima, em tranquilidade e auto-confiança. Taí outra coisa que não consigo entender: Que volta por cima é essa que o FH sempre se vangloria de ter conseguido se as falhas continuam acontecendo jogo a jogo?

Faz tempo que eu venho dizendo... o Fluminense precisa de um goleiro. A bomba relógio está apitando e se explodir num jogo decisivo de Libertadores aí não tem mais volta, né?

E o Diego? Aquele goleiro promissor que despontou no Atlético Paranaense e veio pro Flu, com um salário altíssimo, diga-se de passagem. O rapaz está enconstado praticamente desde o dia em que chegou ao clube. Tá certo que quando teve suas (raras) oportunidades ele não foi tão bem; mas será que se dispensarem a ele o tempo (e a paciência) que deram (e dão) ao Fernando Henrique ele não conseguiria voltar a ser aquele jogador dos tempos do Furacão?


Ps.: não acho que a torcida do Flu tenha passado a acreditar no Fernando Henrique, eu acho que ela se acostumou.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Bomba na Gávea!


Acabo de ficar sabendo por duas fontes diferentes que Juan e Renato Augusto já estariam vendidos, e sairiam do Fla em agosto.

O negócio teria sido concretizado por algo em torno de 30 milhões de reais (pelos dois),

Vale lembrar que já acertei algumas aqui, hein!

Casos como Dodô, Leandro Amaral e Conca.


Tecnicamente o time será bastante prejudicado, principalmente se não conseguir encaixar outro esquema, que não dependa tanto dos alas.

O Renato Augusto é um candidato a grande jogador, mas sua ausência não será tão sentido pois não vem jogando.


Pois é... parece que irá começar o efeito Libertadores.




terça-feira, 6 de maio de 2008

Depois vão ficar chorando...


É brincadeira!

Brincadeira alguém ainda apostar no Carlos Alberto como solução de alguma coisa. Me admira ainda mais o Botafogo ser o apostador. Um clube que, nos últimos anos, ficou marcado por uma administração séria, sóbria e responsável apostar suas fichas (que são poucas) num irresponsável; sim! porque é isso que ele é, impressiona pelo menos a mim.

Meu amigo, se não deu certo no São Paulo esquece... Não estou querendo dizer que o São Paulo é O TAL não, mas é um clube que na história recente conseguiu, de fato, recuperar muitos jogadores-problema.

Não foi só no tricolor paulista que a coisa não andou pra ele; também não andou no Porto, nem no Corinthians, nem no Werder. Aí vão dizer: Ah! Mas deu no Fluminense! E eu respondo: Lá, ele manda e desmanda, faz o que quer e quando quer. Ainda vou mais longe... o que ele rendeu em termos de futebol nas Laranjeiras? Nada, seria minha resposta. Nem lá nem em lugar nenhum; pra mim não passa de um jogador com algum talento e, às vezes, voluntarioso.


* É desagregador;

* Não sabe chutar a gol;

* Não passa a bola;

* Não marca ninguém;

* Está acima do peso;

* Carrega uma bunda enorme.

* Gosta da noite;

* Não gosta de treinar.


Enfim...tudo pra não se acertar com o Cuca e com o esquema de trabalho do Botafogo, que se caracteriza, justamente, por ser um time operário, com obediciência tática, aplicação física, etc. Características que passam longe deste rapaz.


Mas................ se Léo Lima entrou nos eixos, vamos deixar o tempo mostrar o que vai acontecer.

Ecos do Maraca


Olá, amigos!

Quero apresentar-lhes o Blog "Ecos do Maraca" (http://ecosdomaraca.blogspot.com/) que conheci através de um de seus editores: Rodrigo Paradella, visitante do Blog do Garça.
Trata-se de um blog que, assim como o meu, fala sobre futebol. O Ecos do Maraca é direcionado especificamente ao futebol carioca; privilegia textos longos e bem escritos.
Como estão começando agora e têm talento vale a pena dar uma força.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

FLAMENGO CAMPEÃO!

Massacre! Assim podemos resumir a presença maciça da torcida flamenguista na decisão do Maraca.
Se oitocentos gatos pingados fizeram a Revolução Francesa, imaginem do que seria capaz esta trupe apaixonada.

Bem, no fim das contas o Fla foi campeão. Num jogo equilibrado, em um campeonato morno, etc. etc. Tudo aquilo que as resenhas esportivas está cansada de debater. Técnicos, táticas, destaques, enfim... Aqui não importa. Prefiro me apegar aos assuntos que passam (quase) despercebidos, pelo menos neste momente de euforia.
Considero ináceitavel, numa decisão, constatar-se a presença de 5 pra 1 torcedores. Ora bolas, eu mesmo já disse aqui que a torcida do Botafogo é "uma meia dúzia de três ou quatro", mas não é pra tanto!
Não tinha nada perdido, bastava um golzinho e o jogo iria pros penaltis; qualquer outra fosse a decisão as torcidas do Vasco e do Flu de certeza quase dividiram o Maraca com o Flamengo.
Falta pensamento de campeão ao botafoguense. Eles tem que arrancar esse ranço de perdedor e pensar como grande.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Como pode??

Lamentável! Única palavra que encontrei para falar sobre o episódio do Ronaldo, envolvendo os travestis, no Rio.

Ele não tinha o direito.
O homem, Ronaldo, não poderia ter feito tanto estrago à imagem do ídolo.

Sem mais.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

CONDE FIDALGO na área!

O ano começou...como está nosso grau de satisfação?

Caros Leitores

Mais uma vez peço desculpas pela ausência, a última coluna já tem algum tempo, e sabemos que a torcida tricolor quer participar, se manifestar, e hoje, acima de tudo, esbravejar contra o time, a comissão técnica e a diretoria pela perda do Estadual.

Mas, o importante é que voltamos ao espaço do Blog do Garça num momento crucial para falar do nosso Fluzão, entre a ducha de água fria na torcida que foi a derrota para o alvinegro no segundo turno do estadual e a animação antes da primeira partida pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, contra o Atlético Nacional, na próxima quarta-feira (dia 30 de abril), em Medellín.

Vamos aos fatos

Terceira derrota seguida para o Botafogo e eliminação do Campeonato Estadual – de quem foi a culpa?

Para os tricolores de outrora (como eu), historicamente alguns times sempre foram umas pedras no nosso sapato; entre eles, o América (é, o Ameriquinha, aquele do passado, é claro) e o Botafogo; o time da estrela solitária já cansou de complicar nossa equipe, mesmo quando tínhamos equipes bem superiores ao adversário. Mas, isso não é desculpa e nesse início de ano a paciência acabou.

1o turno de 2008, semifinal: o Fluminense vinha com status de favorito, jogava com o time completo (Leandro e Washington como titulares e Dodô como reserva ainda eram os “três tenores”) e já se falava em final com o Flamengo. O resultado? Uma atuação pífia contra o Botafogo, onde tomou um gol numa jogada manjada do adversário e foi incapaz de reagir. No final da partida, Ygor (que já havia falhado em conjunto com a hecatombe chamada Fernando Henrique, que saiu de olhos fechados num cruzamento), faz um pênalti ridículo e o Flu perde por 2 x 0. A campanha na Libertadores acabou por fazer a torcida relevar a perda, o Flamengo ficou com o título da Taça GB e a ladainha da comissão técnica (leia-se Renato Gaúcho) e de alguns jogadores começou – “Na hora da decisão, vamos ver quem será melhor”.

2o turno de 2008, partida intermediária: poupando o time para uma partida pela Libertadores, Renato Gaúcho coloca um time misto contra o Botafogo, que entra com o titular. Num jogo meio preguiçoso, o Flu perde por 3 x 1, com mais uma atuação para ser esquecida. A desculpa foi: “a obrigação era deles, que estavam com o time titular” e, novamente, “na frente a gente se encontra e vamos ver quem é melhor”.

Final da Taça Rio: chegava o dia do “grande embate”; após passar por um sofrimento desnecessário nos pênaltis contra o Vasco, o Flu encontrava novamente o Botafogo pela frente. Após uma vitória tranqüila contra a LDU pela Libertadores no meio da semana, o time estava pronto para a final, que daria ao vencedor o direito de decidir o Estadual contra o Flamengo.
O que aconteceu? Mesmo com o pênalti perdido pelo Washington (que atravessa péssima fase técnica e jogou duas partidas no sacrifício pela contusão no tornozelo) num momento crucial do jogo, tivemos mais uma fraquíssima atuação do time, que chegou a jogar com um homem a mais por 15 minutos no final do 2o tempo, sem saber aproveitar (mal finalizou nesse período). Com mais uma atuação ridícula dos nossos volantes (vamos voltar a falar deles daqui a pouco) e com um time extremamente mal posicionado em campo, além da falta de aplicação num jogo que valia muito para o clube (se o Flamengo for o campeão empatará conosco em número de títulos estaduais), o Flu acabou levando um gol no final e foi incapaz de reagir, assim como no 1o turno. Em maioria no estádio, a torcida saiu fula da vida (com razão) e a diretoria/time/comissão técnica acabaram dando patéticas explicações para a terceira derrota seguida para o Botafogo. O Estadual de 2008 terminou de forma triste para o Flu no dia 20 de abril.

Será que o único problema foi o Botafogo?

Atribuir somente ao “carrasco” Botafogo a perda do Estadual é resumir um conjunto de equívocos em duas partidas decisivas. Na verdade, o somatório de alguns fatores foi o motivo principal, dentre eles:

Equívocos do Renato Gaúcho
Nosso Renato é bom técnico, tem potencial para ser ainda melhor, completou um ano à frente do clube, até com bons números e um título inédito que nos levou à Libertadores depois de 23 anos. Mas, mesmo sabendo que isso é difícil, tem que ser mais humilde e reconhecer que tem de estudar, se aprofundar e parar de achar que nos momentos decisivos somente o papo, a amizade e os rachões com os jogadores do elenco bastam para ganhar determinados jogos. Renato cometeu alguns erros importantes em alguns jogos e, mesmo poupando alguns atletas, o que se viu foram alguns elementos se arrastando em campo. Sua teimosia em mexer no time nos jogos finais do 2o turno foi latente. No jogo contra o Vasco, apostou que a partida iria para os pênaltis e, se não fosse a nossa jogada Thiago Neves-Thiago Silva, poderíamos ter perdido a partida. Contra o Botafogo, mesmo com mais uma atuação ruim da dupla Ygor-Arouca, além de Washington e Conca terem jogado abaixo da crítica, Renato não mexeu, o time morreu em campo e a derrota acabou acontecendo. Não temos bola de cristal, mas naquele dia o técnico tricolor deveria ter sacado Arouca ou Ygor e Washington, colocando o Roger e Allan ou Tartá, posicionando o time mais fechado e jogando nos contra-ataques em velocidade contra a lenta defesa do Botafogo – dificilmente teríamos tomado aquele gol, com o Roger fechando a área com o Luis Alberto e o Thiago Silva. É visível que os jogadores gostam do técnico, mas isso não basta para ganhar jogos. Renato, mais concentração!

Ygor e Arouca – ninguém merece o que está jogando essa dupla
Não sei se vocês se lembram, mas na 2a coluna do Conde Fidalgo, quando falávamos das contratações para 2008, já estava avisado: “Volantes – na média, são bastante limitados”. Naquele item, falamos rapidamente sobre o temor da não contratação de jogadores para essa posição em 2008, confiando apenas nos “pratas-da-casa” e no Fabinho.
Além de ter perdido Fabinho (que estava no Toulouse) para o Corinthians, numa barbeiragem tripla do Renato, Branco e Celso Barros, o Flu ainda contratou o Ygor, um jogador sem bagagem, altamente limitado e que, ainda pior, falha em momentos decisivos. Reconheço o esforço do jogador, sua briga em campo, mas sua limitação irrita. E o amor do Renato pelo seu futebol irrita ainda mais. E, por falar em irritar...
Arouca é o Seedorf brasileiro? Ou é apenas o Arouca brasileiro?
No jornal O Globo, normalmente na véspera de jogos decisivos, um torcedor do Flu publica um “Informe Publicitário”, colocando suas opiniões sobre a equipe. Num desses informes, ele dizia quais jogadores tinham “alma” e deveriam ser escalados e ainda chamava Arouca de “Seedorf brasileiro”, dizendo que este nunca poderia ficar de fora do time.

Pausa...
Clarence Seedorf, peço desculpas, em nome da torcida tricolor, à sua brilhante carreira, de títulos importantes por Ájax, Real Madrid e Milan e, acima de tudo, pela sua bola, que é muito cheia.

Voltando ao mundo real...
Arouca não passa de um Arouca. Há 3 anos o futebol (limitado) desse rapaz vem minguando, mas incrivelmente ele não é sacado da equipe (o Renato até ameaçou esse ano). É visível que está fora de forma, se arrastando em campo, hoje ele faz até o Toró parecer um jogador mais útil que ele (o que não quer dizer nada, na prática). E, pior (ou melhor, dependendo da ótica): seu contrato acaba no final do ano e a chance do clube ainda fazer algum dinheiro com ele é agora. Que a comissão técnica faça um trabalho com esse atleta para, pelo menos, ele entrar em forma e ser útil a equipe. Rodando de uma intermediária a outra, Arouca não está jogando rigorosamente nada. E nada de botar a culpa no Renato, nesse caso, porque o problema está exclusivamente no jogador.

Thiago Neves-dependência
Não há dúvida: o time do Fluminense é um quando Thiago Neves joga bem e outro quando não joga. E, mesmo em momentos do jogo onde desaparece um pouco (ainda é um jogador que cansa rápido), suas jogadas de bola parada e passes em profundidade são decisivos (o que deu para Washington sofrer o pênalti na decisão contra o Bota foi coisa de quem sabe muito). Mas, Thiago não é infalível, e nem sempre ele vai conseguir resolver. No esquema do Renato, onde Conca divide a armação, a saída de bola dos volantes, que atualmente é ruim, é decisiva. Na verdade, o Flu tem feito muita “ligação direta”, com lançamentos do Thiago Silva ou Junior César, buscando Washington e Cícero para ganhar as bolas de cabeça. Como a bola não tem chegado redonda, e a marcação adversária tem apertado, nosso melhor jogador tem tido dificuldades em momentos das partidas. Thiago será marcado constantemente e o técnico deve achar uma solução para esse problema.

3 Tenores - Azar? Incompetência? Ou ambos?

No início do ano, pouco noticiário esportivo sacudiu mais a mídia que a contratação dos três atacantes pelo Flu: Washington, repatriado do futebol japonês, maior número de gols numa edição de campeonato brasileiro; Dodô, o “craque dos gols bonitos”, do rival Botafogo; e Leandro Amaral, destaque seguido por duas temporadas do Vasco, desvinculado do clube cruzmaltino (à época) através de uma medida judicial.
Os “Três Tenores” foram notícia por dois meses seguidos, se iriam conseguir atuar juntos, sobre quem ficaria no banco, se um iria passar a bola pro outro, etc. Depois do fracasso na semifinal do 1o turno do Estadual (onde Renato colocou apenas dois para entrar jogando), o esquema com três atacantes foi deixado de lado; logo depois, Leandro Amaral é desvinculado do Flu através de medida judicial impetrada pelo Vasco da Gama, desfalcando a equipe no restante do segundo turno e na Libertadores (e, posteriormente, indo embora de vez). Saindo do banco de reservas, Dodô tem uma atuação boa contra a Cabofriense e uma antológica contra o Arsenal de Sarandí, num 6 x 0 inesquecível para a torcida do Flu; quando os tricolores já elegiam o seu novo ídolo, eis que num jogo contra o Friburguense, num lance bobo de área, Dodô tem uma fratura na face, que o deixou no estaleiro por quase dois meses (segundo a imprensa e baseado no último jogo-treino do Flu, já deverá fica no banco contra o Atlético Nacional). O “tenor” restante, Washington, que ainda vinha fazendo seus gols, mas tem tido suas atuações prejudicadas por não ter um companheiro efetivo que lhe prepare as jogadas, pede para Renato Gaúcho escalá-lo num jogo de final de turno, contra o Madureira, em Édson Passos, para “disputar” a artilharia do Estadual. No fim do 1o tempo, pula numa bola, mas pisa no pé de um jogador e sofre uma entorse. Depois, joga machucado contra Vasco e Botafogo, atuando mal nas duas partidas, sendo que na segunda perde um pênalti decisivo quando a partida ainda estava 0 x 0.

Que lição poderemos tomar?

Não há dúvida que o caso de Dodô foi uma fatalidade. Uma disputa de área, normal, como acontece várias vezes no jogo, atingido por um zagueiro. O meia Renato Augusto do Flamengo, jogador muito mais jovem, também passou por drama semelhante na 1a partida do rubro-negro em 2008 e apenas recentemente voltou a atuar pelo clube. Isso é fato.
Mas, quando chegamos aos outros dois, não podemos apenas atribuir ao “azar” ou a qualquer praga de torcedor a situação dos jogadores. Nós tricolores, reconhecemos o faro de gol do Washington. Foi uma ótima contratação, é um centroavante matador, parece ser jogador de grupo, etc. Mas, escalá-lo num último de jogo de turno, com a equipe já classificada, contra um Madureira, jogando no estádio de Édson Passos, apenas para satisfazer a vontade pessoal de “artilharia”, desculpem, eu não concordo. O objetivo SEMPRE deve ser o Fluminense, em primeiro lugar. Por mais que o jogador seja legal, tudo mais, Renato Gaúcho tinha obrigação de poupá-lo, pois, na semana seguinte, estavam em disputa a melhor campanha na Libertadores (fato que acabou acontecendo e que deu ao clube o direito de disputar a segunda partida em casa até o final do torneio) e a primeira partida da semifinal do 2o turno. Nessa, o comandante e nosso coração valente vacilaram, deram sopa para o “azar” (olha ele aí...) e deu no que deu. Um projeto pessoal acabou por prejudicar a equipe.

Leandro Amaral – o circo do Celsão, Horcadão, Renatão, Panhocão e Euricão, com o “palhaço” Amaral no meio do picadeiro

Hoje tem marmelada? Tem, sim senhor!

O caso Leandro Amaral, se tiver como epílogo a volta do atleta ao Vasco, não passará pela goela dos torcedores tricolores. No início da temporada, foi alardeado aos quatro ventos (por meios oficiais e inclusive por outros informais ligados exclusivamente ao Fluminense) que o caso do atacante com o Vasco estava resolvido, que as pendengas judiciais não aconteceriam, e que o mesmo estaria “100% no Fluminense”.
O real?
Desde o final de fevereiro, Leandro Amaral foi afastado judicialmente do Flu, desfalcando a equipe num momento importante. Na semana do clássico contra o Vasco pelo 2o turno, o Dr. Panhoca conseguiu uma liminar e o atacante somente não foi escalado graças a mais uma manobra da Federação em conjunto com o Vasco, fechando as portas da entidade para que o tricolor não pudesse registrar o jogador. Mesmo assim, Leandro chegou a assistir a vitória do Flu por 2 x 1 do camarote da empresa de saúde do Celso Barros. A torcida, sempre esperançosa, cantou a volta do atacante. O que aconteceu? Na semana seguinte, novamente foi cassada a liminar e, depois do último recurso ter sido recusado, Leandro Amaral acabou voltando ao Vasco na semana passada e, pasmem, deve até ser escalado nas fases finais da Copa do Brasil pela equipe cruzmaltina. Deu entrevistas, falou do seu processo de “amadurecimento” e que vai cumprir seu contrato.

Dentro desse circo, onde não faltaram bravatas, blefes e, acima de tudo, muita incompetência do lado do Fluminense e do advogado do jogador, duas foram as vítimas: a torcida tricolor, que teve um rápido gosto de ter um dos melhores atacantes do Brasil jogando pelo Flu, mas que agora terá o dissabor de ver o jogador voltar a atuar pelo Vasco, e a equipe do Flu, que, quando da contusão de Dodô, viu cair o padrão de jogo, com Washington jogando isolado (e caindo de produção), às vezes auxiliado por um esforçado Cícero, que não possui características de atacante.

Quanto à patrocinadora do Flu, a diretoria tricolor, o advogado do jogador e o técnico, grandes responsáveis pelo circo, fica o legado de meses jogados fora, quando outro atacante já deveria ter sido contratado. Dentro do Flu, ainda existe um fio de esperança na volta de Leandro, através de uma negociação futura com o Vasco.

Sabe o que o Conde vai fazer? Já que acabou a pipoca e o algodão doce, vou comprar meu amendoim torrado, para ver o próximo passo no picadeiro...

E pra frente?

Pois é, o Estadual acabou. Por outro lado, o Flu alcançou o 1o lugar geral na primeira fase da Libertadores, que traz como agregado mais importante disputar sempre em casa a segunda partida da fase “mata-mata”. Na minha visão (vi duas partidas dessa equipe na competição), nosso primeiro adversário, o Atlético Nacional de Medellín, tem uma equipe mediana, com um bom goleiro, uma defesa razoável, um meio de campo que carrega bem a bola e com ataque fraco. Sua campanha: em casa - uma vitória (Luqueño) e dois empates; fora de casa, venceu também o Luqueño e perdeu dois jogos por 1 x 0, para Audax e São Paulo.
Podemos passar pelo Nacional, mas acho que alguns pontos devem ser levados em consideração, mesmo sabendo que dificilmente serão:

I – Barração imediata de Ygor e Arouca e contratação de um volante: já que o Ygor está jogando praticamente de terceiro zagueiro, não há motivo para o Roger, jogador de técnica, caráter e alto grau de profissionalismo, não estar jogando; caindo como líbero, dá até para liberar um pouco mais o Thiago Silva; portanto, é Roger no lugar do Ygor. Quanto ao indolente Arouca, banco pra ele também. O Renato tem que começar a testar o Cícero no seu lugar e, se o time ficar muito frágil na marcação, que tente o Maurício. Mas, acima de tudo, a diretoria tem que contratar um volante (de preferência até dois), porque, além da Libertadores, vem aí o Campeonato Brasileiro: Marcelo Mattos, Allan Bahia, Fábio Simplício, Magal (ótimo campeonato paulista pelo Guaratinguetá), tanto faz: nossos volantes são fracos e o time tem que ser reforçado. Temos que ter volantes que marquem de verdade, limpando a bola para os armadores.

II – Se Dodô estiver semi-pronto, que entre em campo: na equipe do Flu de hoje, Dodô joga de qualquer maneira, a não ser que ainda tenha algum impedimento médico (não parece ser o caso). Para o jogo na Colômbia, se quiser que o time fique mais compacto, mexa no meio, mas Washington não pode mais jogar isolado na frente. O time fica capenga, a bola está batendo e voltando e várias vezes, pela falta de capacidade dos volantes de levar a bola a frente, a equipe faz ligação direta para o ataque, dificultando a armação de Conca e Thiago Neves. Dodô em campo, por favor.

III – Quando jogar na Colômbia, não adotar a tática suicida do 1o tempo contra a LDU: todos os tricolores lembram os sofridos 45 minutos iniciais da partida de estréia do Flu contra a LDU em Quito – um festival de bolas perigosas, onde a equipe poderia ter saído derrotada por uns dois ou três gols. Contra o Nacional, nada de retranca: gol fora de casa, vale muito. O Flu deve adotar uma postura mais compacta, mas não pode deixar de atacar. Não vamos enfrentar o Boca (por enquanto), e sim o Nacional. Nada de retranca exagerada.

Os últimos pedidos do Conde:

Para não perder a prática, vamos lá, rezando para que a Diretoria e o patrocinador saiam do estado letárgico que se encontram hoje em dia:

I – com o fim do cartoon Leandro Amaral, contratar mais um atacante: Somália, quando voltar, será mais um homem de área (terceira opção). Portanto, um atacante que caia pelos lados do campo é imprescindível no momento, de preferência um pouco mais jovem que os atuais. Como a inércia do trio Celso Barros-Branco-Tote Menezes irrita profundamente, começaram as especulações. O nome do Araújo foi tentado, mas, conforme saiu no jornal, o Flu não quer pagar a multa rescisória. Seria bom. Falaram também do Deivid, mas acho difícil que o time do Zico o libere. Também seria bom. Eu particularmente, apesar de também não ser mais um jovem, acho o nome do Magno Alves uma boa. Tem que vir alguém, com perfil de “preparador” de jogadas, mas que faça seus gols também.

II – Bomba-Relógio: todo mundo sabe o que faz uma bomba-relógio? Tic-tac-tic-tac-tic-tac...uma hora, ela explode. Já sabem de quem o Conde está falando? Lógico, do nosso grande Fernando Henrique! Tal como uma bomba-relógio, ele está sempre pronto a detonar. Na semifinal contra o Vasco, pelo 2o turno, Edmundo dá um peteleco, na direção do meio da área. Ao lado do nosso valoroso frangueiro, Gabriel está pronto para o corte. O que faz um goleiro profissional? Ora, ele agarra a bola! Não deu? Ele espalma a bola pro lado! Não deu, mas tem um zagueiro que vai isolar a bola? Deixa o zagueiro chutar!
Mas, para Fernando Henrique, nada é simples: tal como um líbero do vôlei, Fernando Henrique transforma o peteleco do Edmundo numa manchete sensacional para o Jeanta pegar de canela e quase eliminar o Flu. Explode a bomba.
Diretoria, Santos Apóstolos, Entidades Divinas, por favor: ajudem-nos a nos livrar do Fernando Henrique! Quando vocês vão acordar e ver que o Flu precisa de um goleiro?

III – Que venha o Leo: a tão decantada “boa fase” do Junior César não passa de um corre-corre louco e muita disposição – falta técnica. O Flu tem que contratar um lateral-esquerdo de peso. Leo é o nome e a Diretoria deve entrar pesado nesse jogador. Se pagavam R$120 mil pro Gustavo Nery, podem pagar mais pro Leo. É isso. Junior César é um bom banco.

IV – A volta do nefasto Carlos Alberto, NÃO! É grande a possibilidade de Thiago Neves não emplacar o resto de 2008 no Flu, principalmente quando se abrir a janela do futebol europeu. Nas Laranjeiras, o reino da letargia, já deve ter gente pensando: “Olha, que beleza, tem o Carlos Alberto, ele foi criado aqui, foi campeão da Copa do Brasil, está sem clube, que tal...” NÃO ! Por favor, NÃO! Carlos Alberto é uma erva daninha. Nem no São Paulo, clube de melhor estrutura do Brasil, este rapaz conseguiu funcionar. Brigou no Porto, brigou no Corinthians, brigou no Fluminense, brigou no Werder e agora brigou no São Paulo. Se Thiago Neves sair, busquem outro. Carlos Alberto NÃO !

Bom pessoal, é isso, desculpem o tom pesado da coluna, mas não dá para engolir a eliminação do campeonato carioca, abrindo caminho para o Flamengo nos igualar em títulos estaduais (já está em vantagem após a vitória por 1 x 0 no último domingo), o caso Leandro Amaral e a falta de atitude da diretoria tricolor, que teve desde junho de 2007 tempo e dinheiro para montar um elenco forte para a Libertadores, e deixou a desejar em vários aspectos.

Na próxima quarta, como se diz por aqui, o “bicho vai começar a pegar” na Taça Libertadores. Se passarmos do Atlético Nacional, cruzaremos com São Paulo ou Nacional do Uruguai e, se permanecermos na competição, provavelmente com o Boca Juniors.

Vamos em frente? A diretoria, o patrocinador, a comissão técnica e os jogadores vão ajudar?

Abraços

Conde Fidalgo





Que bonito é!

Que bonito é: ver o Maracanã lotado em tarde de decisão!Nem vou me apegar, aqui, ao resultado do jogo, apenas à grandeza de um espetáculo como este. Espetáculo que une o rico ao pobre; o cristão ao ateu; o branco ao negro.
O futebol é, sem dúvidas, o mais pornográfico dos esportes, pois ele jamais foi mudo e, portanto, se abre, como a inocência de uma criança brincando, para o povo o saudar e cantá-lo em verso e prosa. Lá na arquibancada, amigos, somos todos iguais. Se existem favelados ou fracassados eles somem na vertigem do triunfo do vencedor e, porque não, na solidão coletiva dos derrotados. O Maracanã, em especial, tem um quê de magia, tanto dentro quanto fora do estádio. As ruas soltam golfadas de gente, vestindo seus mantos e desfraldando suas bandeiras rumo palco principal onde tudo acontece. E como se fosse um ritual, os vencedores voltam , felizes, pra casa prontinhos para ali estarem na próxima semana na esperança de não fazer parte da turma que volta jururu e resmugando pelas esquinas.
Que venha domingo!

domingo, 27 de abril de 2008

Tática do Flamengo

Indiscutível!! Joel Santana fez um trabalho maravilhoso à frente do Flamengo. Desde a classificação HERÓICA pra Libertadores, após sair da zona do rebaixamento, até a boa campanha que vem fazendo no Estadual e Libertadores. Joel tem muitos méritos nesta guinada do Flamengo.
Mas também é indiscutível que o Fla não tem NENHUM padrão tático. Não admito que um treinador que esteja há quase um ano no comando de um time não consiga implantar um esquema de jogo, uma jogada ensaida, uma jogada de escantio, etc.
Ele é um grande motivador e conta com o carinho dos jogadores, isto é determinante para o sucesso de uma equipe, mas na parte tática ele fica muito a desejar; ainda mais com o elenco atual que é recheado de (boas) opções em quase todas as posições.
Joel segue com esquema que deu certo no ano passado mas que já está manjado pelos adversários. Já não basta mais congestionar o meio de campo pra soltar os laterais, que realmente são muito bons ofensivamente. Não basta! É preciso criar alternativas de jogo, variação de esquema dentro da partida. Quando um Fla pega um time como o Botafogo que marca todos os jogadores quase que individualmente a equipe não joga, não joga porque não tem outra alternativa.

Esta é minha análise tática do Fla:

O time começa por um grande goleiro: Bruno. Joga demais, excelente saída de bola, boa impulsão e defesas arrojadas.

Também gosto muito da defesa, Fábio Luciano é o verdadeiro xerifão, espana tudo que vê pela frente e, assim como Angelim, tem um tempo de bola muito bom. Este último também me agrada bastante, é um zagueiro rápido e que se posiciona muito bem, só fica devendo no combate direto ao atacante por ser um pouco franzino pra sua posição.

Aí vem o meio de campo: Joel usa e abusa dos cabeças de bagre: Jailton, Toró, Cristian e cia. Faz um paredão de brucutus pra liberar Juan e Leo Moura pra atacarem como ÍNDIOS! É o unico time do mundo no qual os laterais se cruzam dentro da área ADVERSÁRIA. Sobem ao mesmo tempo e deixam duas avenidas abertas. Isso não tática! Isso é pelada. Pelo menos ali tem o Ibson que, quando quer, dá um toque de qualidade na meiuca. Quando quer e quando não é displicente.

Na frente Souza: O CONE. Nem precisa falar nada, né? O caminhão de gols perdidos falam por si só.

Ps: (olha contradição rsrs) Eu gosto muito do Souza, apesar de reconhecer que ele é fraco. Ele seria titual fácil do meu time. É referencia no ataque e gosto de jogador maluco! Tem que ter um doido no time...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

É ele?

Quase todos os sites, blogs, jornais e comentaristas apontam Abel Braga como o futuro técnico do Flamengo.
Eu soube que o treinador colorado já teria, inclusive, um acordo verbal com Márcio Braga para deixar o Inter caso seja eliminado hoje na Copa do Brasil. A segunda opção, pasmem, (acertada por Kleber Leite) seria Ney "Ipatinga" Franco.
Hoje, li no Lance a possibilidade do Fla acertar com Jorginho, que atualmente é auxiliar técnico do Dunga na seleção Brasileira.
Vejo com muito bons olhos esta tentativa. Jorginho, além de ter identificação com o rubro negro, desenvolveu um excelente trabalho no América, auxiliado por Ailton Ferraz. O contrato, até 2010, com a seleção e a resistência do presidente Márcio Braga em trazer um técnico pouco experiente seriam os maiores empecilhos da negociação.
Eita! Que sinuca bico Joel deixou o Fla. Vem aí fase decisiva da Libertadores, finais do Carioca e um Brasileirão pela frente. O clube investiu alto e é mesmo complicado trazer "qualquer um".
Segue minha lista de preferência (vou citar apenas as contratações que considero viáveis no momento):
1) Abel Braga
2) Jorginho
3) Geninho
4) Renato
5) Caio Júnior
6) Andrade/Adílio
Ps-1: Ney Franco não apareceria nem se a lista tivesse CEM nomes.
Ps-2: Se fosse possível: ZICO! ZICO!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sobre a final...

Ainda sobre a final da Taça Rio: Venceu o melhor!

O Fluminense é um time sem padrão tático (assim como o Flamengo), que jogou disperso e lento, enquanto o Botafogo, por regra, joga num esquema de marcação de todos os jogadores adversários e segue à risca as orientações do Cuca.

Muito se falou sobre a decisão do Washington de pegar a bola pra bater o penâlti mesmo sendo a quarta opção em campo para efetuar a cobrança. Ora bolas, o cara é o artilheiro time! É experiente e foi ele quem sofreu o penalti. Ele chamou a responsa pra si (ninguém se manifestou) e foi pra bola. Puro azar... a pelota, caprichosamente, tocou a trave. Discussão boba. Me admira o Renato querer cobrar explicações dele.

Choro e vela

Já passou do limite do tolerável a catimba do Castillo e o choro do Jorge Henrique. Toda vez que o Botafogo abre vantagem no placar o goleiro alvinegro passa a sentir dores misteriosas e, não raro, ultrapassa os seis segundos com bola nas mãos durante a reposição.
Jorge Henrique, por sua vez, começa a simular faltas e provocar adversários a torto e a direita. Contra o Fla deu certo, mas contra o Flu o feitiço virou contra o feiticeiro e o baixolinha caiu na pilha. Resultado: rua (merecedidamente) e lágrimas (pra variar).

Tribunal

Eu gostaria de saber se a promotoria também vai levar pro tribunal, assim como fez com Juan, o "desabafo" de Alessandro após a explusão, injusta, diga-se de passagem.

Toma lá da cá

Eu fico embasbacado com a forma de jogar de alguns atletas. Atletas como o volante Ygor, do Flu. Volante este que o Renato insiste em escalar como titular e ainda é tido como homem de confiança do treinador. Ygor, inclusive, desbancou Fabinho (da Fiel) no leque de reforços oferecidos.
Mas como eu ia dizendo... O Ygor, assim como outros tantos, é o tipo do jogador que faz um esforço danado pra roubar a bola (se joga no chão, corre, pula...) e entrega para o primeiro adversário que vê pela frente para, assim, recomeçar sua busca desenfreada por roubá-la novamente (e entregar outra vez).
Vai entender...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

IGUAL NÃO TEM, NEM TERÁ (Por Áureo Ameno)

Em 1987 inventei o verbo romariar. Um menino surgia no Vasco, fazendo coisas incríveis com a bola nos pés e na cabeça, apesar da baixa estatura. Romariar significava arrancar a trezentos quilômetros por hora com a bola sempre dominada. Romariar significava seguir a corrida do craque que só terminava com a bola na rede adversária. Romariar significava escravizar a bola e eletrizar o Maraca superlotado. Romariar significava balançar a rede inimiga. Romariar significava, enfim, a arte mais artística do futebol. Depois tentei bismarkear, soratear, jardelear, mais recentemente, até waldiranear......mas nada igual ao romariar. E ele andou romariando pelo mundo e pior: romariou até contra o clube que o revelou. Talvez por isso não seja tão ídolo como outros que vestiram o manto cruzmaltino. Mas era um gênio. Repito o que já disse milhões de vezes: os melhores do mundo, em todos os tempos – Pelé, Garrincha, Romário, Maradona...e aí paro pra pensar. Aí vem o resto. E quando falo em resto falo numa multidão de craques. Nenhum porém tão dono da área como ele. Nenhum porém, com tanto “furor golerino” como ele. Depois dele, as áreas não serão mais as mesmas. Não me canso de ver os seus gols. Agradeço a Deus e à tecnologia por esses momentos maravilhosos. Deus, que apontou pra baixo, pro baixinho e disse...”Esse é o cara”.E era mesmo. Tecnologia que nos permite rever a todo instante lances maravilhosos do futebol arte. Futebol exportação. Engraçado, foi o treinador Muricy, do São Paulo, dizer que não recomenda Romário como treinador. Já estou até ouvindo o baixinho responder com toda a sua irreverência: “Eu também nunca recomendei o perna de pau Muricy como jogador.” Romário não precisa fazer mais nada para mostrar ao mundo. Já mostrou todo o seu repertório. Escreveu com os pés um dos capítulos mais bonitos do futebol mundial. Na verdade, é como ele próprio diz: não deixa sucessor. Ninguém igual a ele. Pelé, Romário, Ayrton Senna e outros poucos são gênios que só aparecem de século em século.



Colaboração quinzenal de Áureo Ameno para o Blog do Garça
ameno@globo.com

segunda-feira, 14 de abril de 2008

VIRA CASACA!

Para alguns a camisa de um time de futebol é como uma segunda pele, um manto, algo místico e quase que sagrado. A torcida e a mídia de uma forma geral carregam este conceito.
Para os jogadores, acredito que pelo menos pra maioria deles, a coisa também funcione desta maneira, para outros nem tanto, como podemos ver abaixo:
Ps.: Não estou propondo uma discussão acerca dos motivos que cercam a mudança de camisa. Eu levo em consideração o futebol como profissão. Estou postando as fotos mais como um refresco de memória.
Aproveito para agradecer a colaboração do Carlão Azul (soucruzeirense.blogspot.com), do Klaus (gloriosoalvinegro.blogger.com.br )e do Pato (oguerreirodosgramados.blogspot.com)














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