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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Papo com Apolinho

Pra encerrar essa série de entrevistas com grandes comunicadores esportivos entrevistei Washington Rodrigues, o popular APOLINHO. Ele deu inicio a sua brilhante jornada como comentarista esportivo em 1962, passou pelas radios: Guanabara, Nacional, Continental, Tupi e Globo, onde se consagrou como um dos comentaristas esportivos mais importantes do Brasil. Washington Rodrigues também trabalhou nas TVs: Excelsior, Educativa, TV Rio, Tupi e Globo, onde participou como jurado do programa do Chacrinha e trabalhou também na produção do programa.Na extinta TV Manchete, Apolinho participou do programa Manchete Esportiva.E ainda escreveu para os jornais: Luta Democrática, Última Hora, Diário de Notícias, Jornal dos Sportes e Extra, onde manteve a coluna esportiva Geraldino e Arquibaldos.Em 1995 foi convidado, graças ao seu prestigio como comentarista esportivo, para ser técnico do Flamengo.Atualmente, comanda de segunda a sexta o "Show do Apolinho", na Radio Tupi de 17h às 19h.


Confira a entrevista!


Como foi seu começo no rádio?

Comecei na Radio Bandeirantes AM - hoje Band - em 1962 - fazendo um programa e reportagens de quadra sobre Futebol de Salão. Em 1964 passei para o futebol como repórter de campo.

Qual a importância do rádio para a popularização do futebol?

O Rádio foi fundamental para a popularização do futebol e especialmente para divulgação dos clubes do Rio atraves da potentes ondas das Rádios Nacional e Tupi que na época cobriam o Brasil.

Você é conhecido, também, por criar expressões e utilizá-las em suas transmissões, como geraldinos e arquibaldos, por exemplo. Conta pra gente mais algumas e quais você mais gosta?
Gosto mais de Geraldinos e Arquibaldos - criei mais de 100 termos ou expressões – tipo murilos ( os que pulam o muro) Seu Malaquias - O homem da mala - pau com formiga (jogo difícil) - granada sem pino ( jogador indisciplinado) - é mole ou quer mais - briga de cachorro grande ( jogo de grandes) e por aí.

Qual o motivo do apelido: Apolinho?

Em 1969 - fui para a Rádio Globo que comprou um equipamento sem fio para entrevistas que tinha sido usado na missão Apolo - deram o nome ao microfone de Apolinho - como eu usava o microfone o apelido pegou.

Quem foi o seu maior icentivador na profissão?

Diversas pessoas me incentivaram - José Dias ( então chefe de esportes da Rádio Bandeirantes) foi o principal.


Como surgiu o convite para ser técnico do Flamengo, em 1995?

Depois da perda do campeonato no Fla-Flu - Wanderlei Luxemburgo saiu e o clube contratou o Edinho. As coisas se complicaram e Edinho saiu logo depois. Kleber Leite e Michel Assef fizeram o convite e assumi com o compromisso de montar o time para a Supercopa dos Campeões da Libertadores.

Como foi o desafio de comandar o time de maior torcida do mundo, sem ter nenhuma experiência anterior na função?

Foi uma experiência fantástica. Aprendi mais naquele período do que em toda a carreira de repórter e comentarista.

Conta pra gente uma passagem interessante deste tempo no Flamengo.

A estréia contra o Velez Sarsfield que vinha de se sagrar campeão do mundo e era dirigido pelo Carlos Bianchi - jogamos na Argentina. Perdiamos por 2 x 1 até os 41 do segundo tempo quando viramos para 3 x 2. Entrei no vestiário voando por cima dos jogadores.

Após o período como técnico, você ocupou o cargo de Diretor técnico. Como foi essa experiência?

Foi mais light - menos pressão e igualmente enriquecedora.


Você aceitaria, novamente, dirigir um clube de futebol?

Algum clube, nunca. O Flamengo, sempre.


O que pensa sobre o fututo dos clubes do Rio? O desmando da FERJ tem a ver com a decadência do futebol carioca?

O futuro dos clubes do Rio será tão difícil como os dos demais clubes do país. Não vejo desmandos na Federação. O presidente de uma federação é como um sindico. Só faz a vontade dos clubes. Culpar um presidente, seja quem for, por eventuais insucessos é mais aintigo do que andar pra frente. Todos os que acompanhe nos meus 46 anos de carreira sofreram as mesmas críticas.

Hoje em dia tem muita FM com cara de AM, ou seja, com programas de entrevistas e transmissão de futebol, por exemplo. O que pensa sobre isso?
O Am está obsoleto. Foi corroído pelo tempo. O espaço está cada vez mais ocupado interferindo diretamente nas transmissões. A salvação virá com o Rádio Digital que deve chegar para nós em 2008/09. Defendo uma programação AM melhor qualificada exibida em FM. A Rádio Tupi tem um projeto de lançar a Tupi FM reproduzindo a sua programação de AM - falta o canal.

Você já cometeu alguma gafe engraçada no rádio? Conta pra gente...
Várias, mas não conto derrotas.




Grande Apolinho!

Com esta frase encerro o post:

"Algum clube, nunca. O Flamengo, sempre."

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Papo com Aureo Ameno

Continuando a série de entrevistas com os grandes comunicadores do esporte brasileiro, é a vez de Aureo Ameno: Jornalista, radialista, advogado, professor universitário, exerceu mandato de vereador e apresentou a criação do bairro Vasco da Gama. Ele ainda foi redator e produtor do Reporter Esso, chefe de jornalismo da Rádio Globo, estagiário na BBC de Londres, redator da United Press, professor de Comunicação, Doutor em Direito Penal. Atuou nas Rádios Globo, Tupi e atualmente na Radio Haroldo de Andrade e no CNT (Mesa Redonda), Produtor jornalístico e comentarista esportivo.


Se não bastasse isso tudo, Aureo Ameno é um dos mais irreverentes comentaristas esportivos, e é conhecido pela grande paixão que tem pelo Vasco da Gama.



Confira a entrevista!

Como você classifica a atual fase (anos 2000) do Vasco?
Eu vejo o vasco em crise. Isso porque, desde 1945, tenho visto o meu time disputar e ganhar títulos importantes. Um Vasco grande dentro e fora do campo. Muitas vezes, base de seleções brasileiras. Há quanto tempo a gente NÃO DISPUTA um título importante? Não estou nem falando em GANHAR que ja foi rotina na história do clube. Mas, pelo menos, disputar. Até o ano 2000, os nossos times honraram a História do Vasco. De lá pra cá, não.

Pra você, quais são os três maiores ídolos (jogadores) da história do Vasco?
Ademir Menezes, Roberto Dinamite e Edmundo.

Qual a sua opinião sobre a gestão (ou as gestões) do Sr. Eurico Miranda?
Quando cuidava apenas do futebol o Eurico foi útil ao Vasco. Ganhamos muitos títulos. Mas, na presidência, não corresplodne à expectativa. Criou muitas áreas de atrito e quem paga por isso é o Vasco. Não há patrocínio, jogadores não chegam a se fixar no clube, os times não estão à altura da nossa tradição. Acho que já está na hora de surgir novos dirigentes.

Você concorda que o técnico não deva participar da escolha de reforços, e que esta responsabilidade seja apenas da diretoria?
Claro que o técnico tem de participar das contratações. A não ser quese trate de um fora de série: Ronaldinho Gaucho, Messi, por aí. Mas para armar um bom time o téncico tem que opinar. Mesmo porque entendo o técnico como autor de um projeto. E um projeto não dura apenas um ou dois anos.

Qual a sua seleção de todos os tempos do Vasco?
Minha seleção do Vasco de todos os tempos, claro, sem obedecer a qualquer formação tática. Os melhores jogadores a começar pelo goleiro, zagueiros, meio campo e atacantes, além de laterais. La vai: Barbosa, Augusto, Mauro Galvão, Mazinho, Danilo, Juninho Pernambucano, Ipojucan, Edmundo, Dinamite,Romário e Ademir. E sai da frente porque não tem pra mais ninguém...

Defina com uma palavra para cada um Romário e Edmundo.
Romário: GÊNIO - Edmundo: VASCOOOOO

Fale um pouco sobre a criação do bairro Vasco da Gama.
Algumas pessoas em São Cristóvão me acusaram de desfiguar o bairro quando criei, por lei, o bairro Vasco da Gama. Procurei mostrar que dentro de Copacabana existe o Bairro Peixoto, o Leme, que não descaracterizam nada. Jacarepaguá e Ilha, por exemplo, são bairros repletos de outros bairros. E mais, 0 Vasco passou a ser a grande referência de São Cristóvao. Essas pessoas me pressionaram, me procuraram na Câmara. Cheguei a brigar com algumas delas que dizam que o Vasco não representava nada para o bairro. Isso me deu mais força para criar o bairro. Uma homenagem ao nosso Vasco, um monumento que pode dar o seu nome ao bairro em que se encontra. Foi uma das melhores coisas que fizna Câmara Municipal. Como também o nome de Dulce Rosalina que dei a uma rua paral ela ao estádio do Vasco (antiga rua da Caixa Dágua) em homenagem à grande dama das arquibancadas.

Conte pro pessoal do Blog alguma história curiosa que envolva o sr. e o Vasco da Gama.
Eu destaco dois fatos importantes que meus olhos viram com relação aoVasco. O gol do Edmundo na preliminar de um jogo com o Botafogo. Fo ia a estreia dele na equipe de juniores. Pegou a bola na defesa do Vasco e saiu driblando o time do Botafog inteiro, entrou no gol com bola e tudo. Pena que era premilinare por isso não foi filmado, quem viu os famosos gols do Maradona e do Messi pode acreditar: nem de perto se paecem coma obra prima do Animal. E o gol mais importante doVasco foi o do Cocacada, na decisão do campeoanto de 1988. Entrou no finalzinho, fez o gol da vitoria, tirou a camisa e foi expulso. O inesquecível...No dia seguinte enviei dezenas de cocadas a torcedores do urubu...Alias, só eu não. Esgotaram-se os estoques de cocadas nas padarias do Rio...



quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Papo com Rafael Marques

Hoje dou início a uma série de três entrevistas com grandes comunicadores do rádio brasileiro: Rafael Marques, Áureo Ameno e Washington Rodrigues (Apolinho).

Começo com Rafael Marques, jovem e excelente repórter da Rádio Globo e, por vezes, comentarista do "Mesa Redonda". Rafael, que foi bastante atencioso, conta um pouco de sua experiência no Rádio e fala sobre situações curiosas. Confira a entrevista!




Em que momento da sua vida você decidiu que seria jornalista esportivo?
Com 12 anos, ou talvez menos. A paixão pelo futebol e pelo rádio aflorava, e eu não me enxergava fazendo outra coisa na vida. Tive um pouco de resistência em casa, porque meu avô não gostava da imprensa. Mas depois ele me apoiou e já em 1992, com 13 anos, eu entrava na ETEC para fazer segundo grau técnico em publicidade e dar início efetivamente à minha carreira.
Qual foi sua primeira grande decepção na carreira? E a primeira grande emoção?

Na verdade, eu não tive grandes decepções na carreira, aquelas capazes de nos fazer pensar em desistir da profissão, por exemplo. Eu tive, talvez, decepções como torcedor. Uma delas foi no Mundial de Clubes em 2000. Eu trabalhava na Rádio Brasil e fui escalado para cobrir a decisão Vasco x Corinthians nas arquibancadas, entrevistando torcedores. Ter sido testemunha ocular daquele pênalti que o Edmundo perdeu foi muito frustrante. E a primeira grande emoção também foi no ano 2000. Eu fiz a cobertura dos 50 anos do Maracanã, e o Pelé chegou ao estádio de helicóptero na hora que o "Momento Esportivo", da Rádio Brasil, estava no ar. Ao vivo, descrevi todos os passos do Pelé, cercado de uma multidão de seguranças, e no final consegui coloca-lo ao vivo no programa e registrar as poucas palavras que ele deu após ter cortado o bolo do aniversário do estádio. Nenhuma outra rádio colheu esse depoimento, todos os repórteres foram desistindo mediante as dificuldades. Mas eu persisti e fui recompensado. Jornalismo é isso

É, realmente, muito "complicado" cobrir o Vasco da Gama? Relembre algum fato interessante...

Não tem nada de complicado, o que existe de fato é uma série de restrições com as quais o profissional tem que saber conviver. Eu costumo dizer que o Vasco é um clube que exige criatividade do repórter que o cobre. Você corre o risco de chegar no treino e ninguém dar entrevista. Daí a necessidade de desenvolver pautas alternativas, preparar matérias personalizadas que independam da demanda do clube. Como nas três semanas da lei da mordaça, em 2005. Entrevistei o patrocinador do Vasco sobre a falta de exposição da marca na mídia, ouvi ex-jogadores revoltados com o momento do time, torcedores ilustres, parentes de jogadores, esportistas de outros clubes e modalidades, sempre com a preocupação de elaborar um material alternativo.

Você acha que o Eurico Miranda acredita em todas as polêmicas que ele provoca, ou às vezez é pura provocação mesmo?

Não, não acho, penso que ele próprio sabe quando passa dos limites racionais. Muitas vezes ele provoca para vender o jogo, principalmente em semana de clássico, mas ultimamente ele anda mais light em relação à esse comportamento também.

Quem é o seu grande ídolo na profissão?

Como ouvinte, eu tive vários ídolos, profissionais que contribuíram para o amadurecimento do meu desejo de ser repórter esportivo. Mas é difícil, pelo menos pra mim, citar nominalmente, até porque não houve um grande nome de referência. Agora, profissionalmente, quatro pessoas foram e são determinantes na minha escalada: Felippe Cardoso, Eraldo Leite, Wagner Menezes e Francisco Aiello. Além de mestres, foram meus padrinhos de casamento e contribuíram, cada um com o seu percentual específico, para o meu crescimento profissional.

Quem é o seu grande ídolo na profissão?

Como ouvinte, eu tive vários ídolos, profissionais que contribuíram para o amadurecimento do meu desejo de ser repórter esportivo. Mas é difícil, pelo menos pra mim, citar nominalmente, até porque não houve um grande nome de referência. Agora, profissionalmente, quatro pessoas foram e são determinantes na minha escalada: Felippe Cardoso, Eraldo Leite, Wagner Menezes e Francisco Aiello. Além de mestres, foram meus padrinhos de casamento e contribuíram, cada um com o seu percentual específico, para o meu crescimento profissional.

Como vocês conseguem compensar a falta de imagem no rádio, transmitindo a mesma, ou até maior, emoção nas transmissões esportivas?

Isso é uma das tarefas mais simples, mesmo porque nós temos o rádio "na veia", fomos ouvintes qualificados, recebemos o bom rádio e assumimos a tarefa de propaga-lo. Digamos que é um dom natural, que se lapida e amadurece com a prática bem repetida.\u003c/div\>",1]

Às vezes, o imediatismo do rádio atrapalha?

Não, muito pelo contrário. O profissional só não pode confundir imediatismo com afobação. É imprudente jogar uma notícia no ar sem a devida checagem, a apuração minuciosa daquela informação. A partir do momento em que você atestadamente sabe o que vai dizer, essa característica radiofônica só é salutar, até no sentido de qualificar o improviso, o "jogo de cintura", a agilidade, elementos de suma importância para a fluência da carreira do repórter.

Você já cometeu alguma gafe engraçada na Rádio? Conta pra gente...

Já, algumas, sendo que a mais engraçada ocorreu no carnaval de 2004. Eu cobri, na terça-feira, meio de ressaca, os blocos carnavalescos da zona sul do Rio de Janeiro desde as 14 horas. No último flash, perto de 20h50, na CBN em Rede Nacional, me pediram para fazer um resumo de tudo que eu havia acompanhado. Cansado e desconcentrado, entrei no ar e comecei a falar. Num dado momento, ao listar os carnavalescos ilustres que fizeram parte da festa, inclui o nome do Cartola. Só que ele já morreu há algum tempo... até hoje não sei de onde tirei que ele estava no tal bloco.

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