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quarta-feira, 23 de abril de 2008

É ele?

Quase todos os sites, blogs, jornais e comentaristas apontam Abel Braga como o futuro técnico do Flamengo.
Eu soube que o treinador colorado já teria, inclusive, um acordo verbal com Márcio Braga para deixar o Inter caso seja eliminado hoje na Copa do Brasil. A segunda opção, pasmem, (acertada por Kleber Leite) seria Ney "Ipatinga" Franco.
Hoje, li no Lance a possibilidade do Fla acertar com Jorginho, que atualmente é auxiliar técnico do Dunga na seleção Brasileira.
Vejo com muito bons olhos esta tentativa. Jorginho, além de ter identificação com o rubro negro, desenvolveu um excelente trabalho no América, auxiliado por Ailton Ferraz. O contrato, até 2010, com a seleção e a resistência do presidente Márcio Braga em trazer um técnico pouco experiente seriam os maiores empecilhos da negociação.
Eita! Que sinuca bico Joel deixou o Fla. Vem aí fase decisiva da Libertadores, finais do Carioca e um Brasileirão pela frente. O clube investiu alto e é mesmo complicado trazer "qualquer um".
Segue minha lista de preferência (vou citar apenas as contratações que considero viáveis no momento):
1) Abel Braga
2) Jorginho
3) Geninho
4) Renato
5) Caio Júnior
6) Andrade/Adílio
Ps-1: Ney Franco não apareceria nem se a lista tivesse CEM nomes.
Ps-2: Se fosse possível: ZICO! ZICO!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sobre a final...

Ainda sobre a final da Taça Rio: Venceu o melhor!

O Fluminense é um time sem padrão tático (assim como o Flamengo), que jogou disperso e lento, enquanto o Botafogo, por regra, joga num esquema de marcação de todos os jogadores adversários e segue à risca as orientações do Cuca.

Muito se falou sobre a decisão do Washington de pegar a bola pra bater o penâlti mesmo sendo a quarta opção em campo para efetuar a cobrança. Ora bolas, o cara é o artilheiro time! É experiente e foi ele quem sofreu o penalti. Ele chamou a responsa pra si (ninguém se manifestou) e foi pra bola. Puro azar... a pelota, caprichosamente, tocou a trave. Discussão boba. Me admira o Renato querer cobrar explicações dele.

Choro e vela

Já passou do limite do tolerável a catimba do Castillo e o choro do Jorge Henrique. Toda vez que o Botafogo abre vantagem no placar o goleiro alvinegro passa a sentir dores misteriosas e, não raro, ultrapassa os seis segundos com bola nas mãos durante a reposição.
Jorge Henrique, por sua vez, começa a simular faltas e provocar adversários a torto e a direita. Contra o Fla deu certo, mas contra o Flu o feitiço virou contra o feiticeiro e o baixolinha caiu na pilha. Resultado: rua (merecedidamente) e lágrimas (pra variar).

Tribunal

Eu gostaria de saber se a promotoria também vai levar pro tribunal, assim como fez com Juan, o "desabafo" de Alessandro após a explusão, injusta, diga-se de passagem.

Toma lá da cá

Eu fico embasbacado com a forma de jogar de alguns atletas. Atletas como o volante Ygor, do Flu. Volante este que o Renato insiste em escalar como titular e ainda é tido como homem de confiança do treinador. Ygor, inclusive, desbancou Fabinho (da Fiel) no leque de reforços oferecidos.
Mas como eu ia dizendo... O Ygor, assim como outros tantos, é o tipo do jogador que faz um esforço danado pra roubar a bola (se joga no chão, corre, pula...) e entrega para o primeiro adversário que vê pela frente para, assim, recomeçar sua busca desenfreada por roubá-la novamente (e entregar outra vez).
Vai entender...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

IGUAL NÃO TEM, NEM TERÁ (Por Áureo Ameno)

Em 1987 inventei o verbo romariar. Um menino surgia no Vasco, fazendo coisas incríveis com a bola nos pés e na cabeça, apesar da baixa estatura. Romariar significava arrancar a trezentos quilômetros por hora com a bola sempre dominada. Romariar significava seguir a corrida do craque que só terminava com a bola na rede adversária. Romariar significava escravizar a bola e eletrizar o Maraca superlotado. Romariar significava balançar a rede inimiga. Romariar significava, enfim, a arte mais artística do futebol. Depois tentei bismarkear, soratear, jardelear, mais recentemente, até waldiranear......mas nada igual ao romariar. E ele andou romariando pelo mundo e pior: romariou até contra o clube que o revelou. Talvez por isso não seja tão ídolo como outros que vestiram o manto cruzmaltino. Mas era um gênio. Repito o que já disse milhões de vezes: os melhores do mundo, em todos os tempos – Pelé, Garrincha, Romário, Maradona...e aí paro pra pensar. Aí vem o resto. E quando falo em resto falo numa multidão de craques. Nenhum porém tão dono da área como ele. Nenhum porém, com tanto “furor golerino” como ele. Depois dele, as áreas não serão mais as mesmas. Não me canso de ver os seus gols. Agradeço a Deus e à tecnologia por esses momentos maravilhosos. Deus, que apontou pra baixo, pro baixinho e disse...”Esse é o cara”.E era mesmo. Tecnologia que nos permite rever a todo instante lances maravilhosos do futebol arte. Futebol exportação. Engraçado, foi o treinador Muricy, do São Paulo, dizer que não recomenda Romário como treinador. Já estou até ouvindo o baixinho responder com toda a sua irreverência: “Eu também nunca recomendei o perna de pau Muricy como jogador.” Romário não precisa fazer mais nada para mostrar ao mundo. Já mostrou todo o seu repertório. Escreveu com os pés um dos capítulos mais bonitos do futebol mundial. Na verdade, é como ele próprio diz: não deixa sucessor. Ninguém igual a ele. Pelé, Romário, Ayrton Senna e outros poucos são gênios que só aparecem de século em século.



Colaboração quinzenal de Áureo Ameno para o Blog do Garça
ameno@globo.com
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