No Carioca, foi eliminado diversas vezes na primeira fase pelo Americano de Campos, o que criou por parte dos rivais o sugestivo apelido de: A quinta força do Rio!
Após a queda para a série B terminou a gestão do então presidente Mauro Ney Palmeiro. O substituto era Bebeto de Freitas, que chegou e efetivou Levir Culpi para ser o técnico botafoguense. O clube estava afundado em dívidas, com jogadores de empresários nas divisões de base, sem um lugar para treinar, sem patrocínios, sem um estádio que suportasse toda a sua torcida e com jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube devido aos salários atrasados. O Botafogo reestruturou o clube, pagou parte das dívidas, assinou com dois patrocinadores, construiu arquibancadas móveis e fez do Caio Martins um verdadeiro Caldeirão Alvi Negro. A boa administração de Bebeto e as boas indicações de Levir levaram o Botafogo a montar um time competitivo e barato, e a partir daí todos já sabem, o Botafogo brilhou na série B e retornou à elite junto com o Palmeiras. Após a subida não foi bem no brasileirão mas manteve a organização e fez um bom campeonato no ano seguinte. Em 2006 venceu a Taça Guanabara e foi campeão carioca sob o comando de Carlos Roberto. Hoje o time é lider do Brasileirão e vive uma verdadeira lua-de-mel com a torcida. Estive no Caio Martins e conversei com Tulio e Max, os unicos remanescentes da campanha vitoriosa e da volta por cima. Eles falaram sobre a diferença entre os dois momentos vividos dentro do clube e analisaram a atual fase do time com a torcida. Confira as entrevistas!

Blog do Garça: A que você atribui o sucesso na série B?
Túlio: Eu atribuo ao trabalho do Levir principalmente. O Levir é um cara que soube ter paciência, porque no campeonato carioca nós fomos mal e ele sabia que era time que ainda estava em formação e não poderia cobrar exageradamente. Até no inicio da série B foi difícil, mas quando engrenou não parou mais.
Max: Foi a união. O clube se encontrava num momento difícil. O Bebeto conseguiu montar um grupo que pudesse abraçar a idéia dele. Tivemos muitos problemas: falta d' água, sem energia, companheiros sem condições de ir pro treino pegando carona com outro... e isso tudo foi superado com muito empenho e muita união.
B.G.: Como você classifica a participação da torcida durante a série B?
T: Foi fantástico! Em 2005 eu até me decepcionei com a torcida do Botafogo um pouco porque o que eu vi em 2003 foi o máximo... o apoio que deram. Colocaram aquelas arquibancadas móveis e todo jogo era lotado, podia ser contra time de menor expressão ou clássico que todo jogo era casa cheia. Aí em 2005 que a gente liderou o campeonato até a décima rodada e a torcida não ia... não sei porque, talvez porque a gente tava jogando na Ilha do Governador, foi alguma coisa assim porque não ia a torcida. E a impressão que a torcida deixou pra mim em 2003 foi essa que é hoje: a torcida fazendo a festa todo jogo.
M: Foi o 12º jogador. O Caio Martins era uma pressão enorme, o nosso caldeirão. Perdemos poucas partidas aqui dentro e jogávamos com uma garra tremenda pois sabiamos que a torcida jogava junto com a gente.