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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Bate outra vez...

O futebol brasileiro, após um período de crise, parece estar conseguindo se reerguer. É verdade que os grandes talentos saem do país muito prematuramente e o nível técnico, principalmente dos campeonatos estaduais, não anda lá essas coisas.Eu não sou tão cético no que diz respeito a carência de craques. Eu vejo belíssimos jogadores surgindo. No Rio mesmo, faz tempo que não surge uma geração tão promissora; só pra citar alguns: Renato Augusto, Alex Teixeira, Alan Kardec, Thiago Silva e Thiago Neves. Em Minas: Danilinho, Tchô, Wagner e Guilherme. E por aí vai Brasil a fora...
Na minha opinião, existem mecanismos capazes de segurar essa garotada aqui no Brasil pelo menos um pouco mais, mas isso é papo pra outra coluna. O que eu quero dizer é que após um período de escassez de talentos (1 ou 2 anos trás) nos vemos, de novo, capazes de revelar grandes craques.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Já vi esse filme...


Antônio Lopes está de volta ao Vasco!
Confesso que não tenho o menor entusiasmo em falar sobre o assunto. Não pelo Lopes que, pra mim, até é um bom treinador, apesar de considerá-lo um pouco ultrapassado e defensivista. O problema é que não dá pra fazer omelete sem ovos.

Onde o Vasco pensa que vai chegar com Jean, Beto, Edmundo, nenhum zagueiro e nenhum volante?

sábado, 29 de março de 2008

Viva a parcialidade!

Já faz um tempo que eu estou escrevendo algumas linhas sobre a questão da imparcialidade, não só na imprensa, mas nos indivíduos como um todo. o texto ainda não havia ganhado forma, e não tinha uma razão que o ilustrasse e fizesse com que saisse dos meus rascunhos.
Essa semana, porém, li no Blog "Sou Cruzeirense", do amigo Carlão Azul, um texto assinado pelo jornalista Bruno Mateus, que analisa om comportamento da mídia mineira em realação a uma suposta diferença de tratamento na imprensa entre Cruzeiro e Atlético. É quase uma teoria da conspiração.
Apesar de achar o texto coerente e bem escrito eu discordo de quase tudo. Eu, de fato, enxergo uma boa vontade maior no que diz respeito as "coisas" do Atlético - Sim! tudo é maior, tudo é mais bonito e mais emocionante quando se fala do Galo.
Segundo o Bruno, apoiado pelo Carlão e por quase 90% dos visitantes de seu Blog a imprensa mineira é atleticana!

o que eu acho...

Espero que eu consiga me fazer entender, amigos. É que eu acho isso tudo uma grande bobagem.
A imparcialidade não existe, e nem deveria ser forçada a existir, pois ela é, em essência, falsa, mentirosa.
Qual mal há num sujeito parcial, como eu, diga-se de passagem. Sou Flamengo! E as questões que envolvem o meu time sempre terão um tratamento especial, um toque de efeito.
Eu sou contra a parcialidade maldosa, aquela que se finge de imparcial para formar opiniões e manipular o senso comum que, até admito, que possa ser em parte o que acontece com a imprensa mineira.
O que eu quero dizer é que no fundo é muito melhor se declarar PARCIAL, e pronto!
Todos nós, eu digo TODOS, somos parciais. Pra mim, os imparciais são uns vigaristas Toda crítica e todo elogio são pessoais, por mais que seja necessário camuflar essa verdade.
Não é uma agressão à ética ser parcial, desde que não seja mentiroso, malicioso.

Nelson Rodrigues disse:
"O ser humano é capaz de tudo, até de uma boa ação. Não é, porém, capaz de imparcialidade. Só acredito na isenção do sujeito que declarar que a própria mãe é vigarista."

Qual imparcial declararia a própria mãe uma vigarista?

Em tempo: a parcialiade cabe, quase sempre, apenas no meio esportivo e, insisto, desde que não seja suja e desonesta, aquela que varre a poeira pra debaixo do tapete, ou encobre uma cagada de alguém.

Viva a parcialidade (pura e inocente)!

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O endereço do Blog Sou Cruzeirense é: http://soucruzeirense.blogspot.com/
O Bruno Mateus (que não conheço) é jornalista e reside em Buenos Aires - Argentina.
E-mail para contato: bvasconcelos@pop.com.br

quinta-feira, 27 de março de 2008

A torcida alvinegra

Tenho um amigo que estima em 17 pessoas os alvinegros existentes no mundo. Esse exagero caricatural, porém, não deixa de ter o seu fundo de verdade. E de fato: a torcida alvinegra é pequena.Se comparada à do Flamengo, á do Vasco, some, desaparece. Mas apresenta uma característica que falta às demais. É a torcida patética. Nem todo mundo pode imaginar o que é "ser Botafogo". Vejam um vascaíno, um rubro-negro e um tricolor. Eles se parecem entre si como soldadinhos de chumbo. Reagem diante da derrota, da vitória e do empate de maneiras bem parecidas. Sua euforias e tristezas são equivalentes. Mas há, no botafoguense, coisas que só ele tem e que o distingue dos outros. Eu falei no patético que me parecia ser a virtude mais pessoal do botafoguense autêntico. Sim, amigos, é um ser que sofre e que, mais do que isso, gosta de sofrer e PAGA para sofrer.No fundo existe no alvinegro um pouco de esquisitisse. Ele só está feliz e realizado quando arranca os cabelos e chora baldes de lágrimas.Ponham uma barba postiça num torcedor do Botafogo, dêem-lhe óculos escuros, raspem-lhe as impressões digitais e, ainda assim ele será inconfudível. Por quê? Pelo seguinte: há no Botafogo um pessismismo mortal. Eu pergunto: Por que vamos aos campos de futebol? Porque esperamos a vitória, oras! Esse otimismo é o impulso que nos leva a comprar o ingresso e vibrar os noventa minutos. Não importa se nosso time está perdendo de 4 a 0. Até o penúltimo segundo, nós ainda esperamos a virada, ainda esperamos a reação. Pois bem: o torcedor do Botafofo é único que, em vez de esperar a vitória, espera a derrota.No dia em que tirarem do alvinegro o direito de sofrer ele ficará inconsolável, como um ser que perde sua função e o seu destino.Desta vez, porém, os alvinegros devem estar espantadíssimos. O time já não lhe parece querer repetir as decepções de outros tempos. Está vencendo ou, na pior das hipóteses, empatando. E além do mais, desponta como líder e sente a possibilidade do título. Ganhando ou não, seja como for, a rotina do sofrimento está se quebrando. É uma experiência nova para quem adquiriu o hábito, o vício, quase a volúpia das derrotas sistemáticas.O triunfo tem isto de bom: acorda e ressucita o torcedor infiel, que só aparece nas vitórias.Os 17, que eu me referia no começo hão de estar presentes em qualquer circunstância, sobretudo na adversidade. É de uma fidelidade que impressiona.Mas como o time está fazendo bonito, botafoguenses que pareciam mortos há uns 3 ou 4 anos, passaram por uma verdadeira ressurreição.Os 17 já não são mais 17, amigos. Mas, talvez, como na final da Copa do Brasil, contra o Juventude, essa não seja a verdadeira torcida alvinegra.
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