Páginas

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Pérolas do Mundo da Bola


Quantas vezes você já disse: "Hum... Dei bola fora!"
Boa notícia: Você não está só!

Até jogadores experientes e
pessoas envolvidas no mundo
futebolístico "chutam" pra fora
de vez em quando errando feio!
É... Acertar a rede nem sempre é fácil.


"Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão!"
João Pinto (jogador do Futebol Clube do Porto, de Portugal).

"O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta: deu um passo à frente." João Pinto (jogador do Boavista, Benfica, de Portugal).

"O difícil, vocês sabem, não é fácil..." Vicente Matheus (eterno presidente do Corinthians).

"Jogador tem que ser completo como o PATO, que é um bicho aquático e gramático." Vicente Matheus (eterno presidente do Corínthians).


"Clássico é clássico e vice-versa..." Jardel (ex-atacantedo Grêmio e da Seleção Brasileira).

"Jogador é o Didi, que joga como quem chupa laranja..." Neném Prancha (ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola).

"Chegarei de surpresa, dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG..." Mengalvio (ex-meia do Santos, em telegrama mandado a família quando em excursão à Europa).

"No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente, de quinze em quinze dias..."
Ferreira (ex-ponta-esquerda do Santos)

"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu..." Claudiomiro (ex-meia do Internacional-RS ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu pelo Brasileirão de 72).

"Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe." Jardel (ex-atacante do Grêmio).

"Não sei, chutei, a bola foi indo, indo.... e iu!" Nunes (ex-atacante do Flamengo ao descrever um gol que tinha feito).

"Fiz que fui, não fui, e acabei fondo!" Nunes (ex-atacante do Flamengo).


"Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana..."
Mais uma vez o Nunes (ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico).

"Não venham com problemática que eu tenho a solucionática." Dadá Maravilha (ex- jogador de futebol e primeiro marqueteiro do nosso futebol).

"Só existem três coisas que param no ar: Beija-Flor, Helicóptero e Dadá." O mesmo Dadá Maravilha da frase anterior.

"Eu disconcordo com o que você disse."Vladimir (ex-meia do Corínthians em uma entrevista para a Rádio Record).

"A moto eu vou vender, e o rádio eu vou dar pra minha tia."
Josimar (ex-lateral direito do Botafogo ao responder a um repórter o que iria fazer com o Motoradio que ganhou como melhor jogador da partida).

"Bom, eu não achei nada, mas o meu companheiro ali achou uma correntinha; acho que é de ouro, dá pra ele vender!"
O mesmo Josimar ao ser perguntado o que ele achou do jogo.

"Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola." Bradock - amigo de Romário reclamando de um passe longo.

Realmente minha cidade é muito facultativa." Elivelton (ao repórter da Jovem Pam que falava das muitas escolas de ensino superior existentes na cidade natal do jogador).

"A partir de agora meu coração tem uma cor só: rubro-negro." Fabão (zagueiro baiano ao chegar para o Flamengo).

"Campeonatinho mixuruco, nem tem segundo turno!" Garrincha durante a comemoração da conquista da Copa do Mundo em 58.

"Você viu, Didi, o São Cristóvão está de uniforme novo!" Garrincha, em 62, no Chile, reparando no uniforme dos ingleses.

"Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado!"
Jardel, jogador de futebol, referindo-se aos Toyotas e Mitsubish's.

Estavam na concentração do Flamengo Jamir e Fábio Baiano, quando o segundo lendo a revista CARAS, falou:

- Porra, Jamir, este cara é muito rico mesmo. Olhe a casa dele. Você não conhece? Este é o Abílio Diniz, dono do Pão de Açúcar.


Então Fábio Baiano arremata:

- Puxa, não sabia que estes bondinhos davam tanto dinheiro!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Que sujeito artificial...

De vez em quando, eu esbarro num saudosista. É um sujeito esplêndido, que vive enfiado no passado. Direi mais: - vive feliz e realizado no passado como um peixinho num aquário de sala de visitas. E convenhamos que isto é bonito, é lindo.

Por exemplo: - o futebol antigo. Era, a meu ver, um fenômeno vital muito mais rico, complexo e intrincado. Hoje, os jogadores, os juízes e os bandeirinhas se parecem entre si como soldadinhos de chumbo. Não encontramos, em ninguém, uma dessemelhança forte, crespa e taxativa. Não há um craque, um árbrito ou um bandeirinha que se

imponha como um símbolo humano definitivo. Outrora havia o "juiz ladrão". E hoje?

Hoje, os juízes são de uma chata, monótona (pseudo)honestidade.

E vamos e venhamos: - A virtude pode ser muito bonita, mas exala um tédio homicida e, além disso, causa úlceras imortais. Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera.

Mas ponha um árbitro insubornável diante de um vigarista. E verificaremos isto: - Falta ao árbitro a f, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista. O profissionalismo torna impossível (ou quase) o juiz ladrão. E é pena. Porque seu desaparecimento é um desfalque lírico, um desfalque dramático para os jogos modernos.

Vejam vocês que coisa melancólica e deprimente: - um jogo de futebol tem 22 homens. Com o juiz e os bandeirinhas, 25. Acrescentem-se os gandulas e já teremos um total de 29. Vinte e nove homens e nem um único e escasso canalha, nem um único e escasso vigarista! Eis a verdade, que levaria um sujeito ao desespero e à úlcera: - as condições do futebol contemporâneo tornam impraticável a existência do canalha. Vez ou outra o canalha pode existir, mas contido, frustrado, inédito, sem função e sem destino.

Nelson Rodrigues dizia: “O passado tem sempre razão”.

Não sou saudosista (nem tenho idade pra isso), mas a figura do árbitro, realmente, me incomoda.

Nelson já falava de como o futebol era mais romântico nos tempos idos. No caso, nas décadas de 10 e 20. Retomando, a mesma impressão tem a minha geração sobre a década de 90. “Quando se jogava o futebol de verdade”, pensamos. Assim também pensarão os garotos de oito, nove, onze anos de hoje, quando daqui a 15 esbravejarem que não se fazem mais Kakás, Ronaldinhos, Cristianos Ronaldos, Gerrards, Drogbas como em seus tempos.

Rafael Garça



terça-feira, 4 de dezembro de 2007

CONDE FIDALGO NA ÁREA!!

dAS TRÊS PAREDES TRICOLORES NAS ÚLTIMAS DÉCADAS

Nobres tricolores

Primeiramente, gostaria de agradecer aos que participaram dando opiniões sobre as duas primeiras colunas do Conde Fidalgo, o debate sobre o nosso Fluminense é sempre salutar. Ultimamente, então, o que não tem faltado é assunto, desde a campanha do clube no ano até as várias especulações para 2008. Infelizmente, como comentei anteriormente, minha rotina é meio cheia, o que me impede de sempre ler as mensagens; mas, sempre que posso, dou uma olhada com carinho.

Ao final da coluna, falaremos rapidamente sobre a atual especulação dos reforços tricolores.

O assunto do mês – as 3 paredes

Findo o campeonato brasileiro de 2008, que foi marcado pela navegação em mares calmos do São Paulo, que alcançou o pentacampeonato, a boa campanha geral dos times cariocas (pela primeira vez na era dos pontos corridos os quatro ficaram entre os dez primeiros, sendo que o Flu obteve sua melhor colocação) e pela queda do Corinthians, que há 2 anos atrás serviu de “projeto-piloto” para a máfia russa-futebolística, levando o título brasileiro de uma forma, diríamos, no mínimo duvidosa, obtivemos a seguinte campanha:

Posição Final: 4o colocado – 61 pontos ganhos;
Campanha: 16 vitórias, 13 empates e 9 derrotas;
Saldo de Gols: 57 próprios / 39 contra – 18;
Artilheiros: Thiago Neves – 12 gols; Somália – 8 gols; Cícero – 6 gols; Alex Dias – 5 gols;

Penso que a campanha do clube, levando em conta o elenco atual e a nova situação que se desenhou após a conquista da Copa do Brasil (vaga garantida na Libertadores), foi até boa (o Santos, 2o colocado, ficou apenas um ponto na frente do Fluminense). Fizemos algumas boas partidas, outras nem tanto; dentre alguns pontos positivos, podemos destacar a saída do farsesco Carlos Alberto, que deu possibilidade a Thiago Neves de mostrar seu potencial, beliscar a artilharia do time e ser o primeiro jogador tricolor a ganhar a Bola de Ouro da Placar (o resultado saiu hoje) e a solidez da nossa defesa, na verdade, o setor mais bem armado do time após a chegada de Renato Gaúcho.

Olhando o número de gols tomados pelo Fluminense – 39 – a segunda defesa menos vazada do campeonato, atrás apenas dos inacreditáveis 19 gols em 33 jogos sofridos pelo São Paulo, podemos realmente auferir o destaque desse setor. Apesar da tardia chegada do Gabriel e das raras boas atuações do Junior César, sem contar o inexplicável Fernando Henrique, o rei das piruetas e da fanfarra, a zaga Thiago Silva e Luiz Alberto jogou muito bem praticamente todo o campeonato, segurando a onda, mesmo quando Fabinho e Arouca não conseguiam parar os adversários na frente da área.

É justamente sobre o Thiago Silva e mais 2 monstros que vestiram a camisa tricolor, que quero falar nessa coluna.

Em conversas recentes com tricolores, é difícil uma unanimidade como hoje é o zagueiro Thiago Silva. Após passar um período nas divisões de base do próprio Fluminense, sendo dispensado pelos dirigentes “geniais” de Xerém quando estava no infantil (eles, sempre com “critério”, devem ter preferido apostar no Zé Carlos, no Cruz, no Thales, etc), Thiago fez uma ótima campanha no Juventude, se transferindo para o exterior (teve poucas oportunidades no Porto e no Dínamo de Moscou). No início de 2006, após ver a dupla Gabriel Santos e “PerIgor” entregar junto com o restante do time a vaga na Libertadores em 2005, a diretoria tricolor, numa das únicas “bola dentro” do ano passado, sob a indicação do treinador a época, Ivo Wortmann (que levou Thiago para o Juventude e depois o indicou para o futebol russo) contratou Thiago para a zaga; apesar de inicialmente vir para compor o elenco, rapidamente Thiago Silva conquistou a vaga de titular, com seu futebol de rápidas antecipações e muita técnica; apesar de ter feito parte de um elenco muito ruim, que quase levou o time a Segundo Divisão, Thiago se tornou ídolo da torcida. Em 2007, só fez melhorar e, ao lado de Luis Alberto, formar a segunda melhor dupla de zaga do Brasil, em termos de números. Ontem, na eleição do melhor zagueiro central do campeonato, perdeu para a revelação são-paulina Breno.

Mas, fica a pergunta: Thiago Silva foi o melhor zagueiro do Fluminense nos últimos 30 anos? Para a galera mais nova sim, apesar de terem Edinho como uma referência e Ricardo Gomes como um exemplo a ser seguido. Para alguns, Thiago supera os dois anteriores em técnica e velocidade, mesmo não ganhando os títulos que os outros ganharam.

Mas será que isso é verdade?

Vamos voltar um pouco no tempo...

Edinho
Uma, duas ou três páginas seriam pouco para resumir a carreira desse espetacular zagueiro chamado Edinho. Mas, vamos tentar: revelado pelo próprio Fluminense, Edinho fez parte daquele que é considerado um dos maiores times da história tricolor, a “Máquina”, que ganhou os Estaduais de 75/76. Em excelente fase, fez parte da Seleção Brasileira que ficou em 3o lugar no Mundial da Argentina, em 78. Continuou no Flu mesmo após o desmonte da máquina pelo presidente Francisco Horta, que fez o clube ter campanhas apagadíssimas de 77 a 79 e, sempre como ídolo e referência da equipe, se tornou uma das peças mais importantes da conquista do título estadual de 1980, tendo feito o gol do título contra o Vasco (o Conde estava lá), batendo uma falta bem no cantinho do goleiro Mazzaropi. Ao final de 82, numa transação altamente conturbada para a época, a Udinese de Zico levou Edinho, que se transformou logo num dos ídolos daquela equipe. Em 1986, foi titular da Seleção Brasileira ao lado de Julio César, equipe que acabou eliminada nos pênaltis para a França; retornou ao Brasil para o Flamengo, onde, em 1987, ganhou o título da Copa União, numa equipe que continha 2 jogadores que seriam muito importantes 8 anos depois, ganhando um título pelo Fluminense contra o próprio Flamengo, no ano do seu centenário – Ailton e Renato Gaúcho.
Mesmo tendo atuado pelo Flamengo, a identificação de Edinho com o Fluminense fez ele voltar em 1988, sendo titular absoluto do time que ficou em 3o lugar no campeonato brasileiro; em 1989, após uma confusão causada por um dirigente imbecil, acabou sendo afastado do clube, indo parar no Grêmio, onde ganhou a Copa do Brasil. Após essa conquista, uma séria contusão fez o grande ídolo encerrar a carreira. Como treinador, Edinho nunca obteve o mesmo sucesso, tendo algumas passagens apagadas no Flu.
Quem se lembra, nunca há de esquecer: Edinho era um craque. O conceito de ídolo se encaixa perfeitamente nele. Firme na zaga, muito bom de cabeça, também sabia jogar com a bola no pé. Quando saía para o ataque, suas arrancadas levantavam a torcida e, ocasionalmente, tinha bola no fundo da rede. Em 1980, num Maracanã espetacularmente lotado, com o Vasco levemente favorito, Edinho soube colocar como poucos uma bola que explodiu a torcida tricolor que já completava 3 anos sem títulos, conquistado com uma equipe que tinha, além dele, Cláudio Adão como referência para uma série de garotos bom de bola, como Robertinho, Deley, e Gilberto. Mesmo tendo vestido a camisa do Flamengo em 1987, a torcida clamou por sua volta em 1988 e ele liderou uma equipe limitada, mas aguerrida, que só foi vencida na semifinal pelo campeão brasileiro daquele ano, o Bahia. Sua saída do clube foi um tanto problemática, mas tricolor que é tricolor nunca esquecerá de Edinho, que soube tanto honrar o manto das 3 cores que traduzem tradição.

Ricardo Gomes
Acho até um pouco engraçado que as gerações mais novas e os mais desavisados tachem este grande zagueiro como “lento”. Quem viu Ricardo Gomes jogar, no auge da sua carreira, nunca falaria uma bobagem como essa. Resumir um jogador clássico e de grande técnica como “lento”, é muita miopia.
Ricardo também foi cria da casa e entrou na equipe titular num momento conturbado. Com o clube em crise política, no último ano do fraquíssimo mandato do então presidente Silvio Kelly, numa época que o Flamengo tinha a hegemonia do futebol carioca, o Flu apostou num elenco de jovens promessas – Ricardo, Jandir, Tato, Branco, aliado a dupla que fez grande sucesso no Atlético-PR em 1982 – Assis e Washington, complementado por outros jogadores que já estavam na casa, como Paulo Victor e Deley, que, comandados por um Cláudio Garcia inspirado, surpreendeu o Rio e venceu o campeonato estadual. Ricardo, jogando ao lado de Duílio e tendo que cobrir as avançadas constantes de um Branco que tinha fome de ataque, nunca deixou a peteca cair.
Rapidamente se tornou ídolo da torcida, que via no seu futebol a mais pura classe em forma de zagueiro. Jogando na época contra alguns dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro, como Romário, Roberto, Careca, Cláudio Adão e Bebeto, apenas para citar alguns, Ricardo era um exemplo na hora da antecipação e no jogo aéreo. “Lento” ? Não me façam rir...lembro até hoje de um ponta direita velocíssimo que o Botafogo tinha, chamado Helinho. Nos jogos contra o Botafogo, Ricardo ia lá e apostava corrida contra esse Helinho, ganhando a maioria das vezes. Pelo Campeonato Brasileiro de 1987, numa noite de chuva torrencial no Rio de Janeiro, Flu e Grêmio fizeram um jogo dramático, onde um gol de pênalti salvador de Leomir deu a vitória ao Flu. Pelo Grêmio, um atacante velocíssimo que nunca desistia da bola – Renato Gaúcho; quem anulou ele no jogo? Ricardo, sem sequer apelar para faltas.
Após conquistar o tricampeonato carioca (83/84/85) e o campeonato brasileiro (84), o clube, mesmo mantendo um elenco de bom nível, começou a ver os títulos ficarem raros – as principais estrelas da equipe, como Assis, Romerito e Tato, já demonstravam sinais de cansaço; entretanto, o conceito de “queda de rendimento” nunca se aplicou ao nosso excelente zagueiro. O time podia até oscilar, mas Ricardo sempre jogava bem.
Após o sucesso com a camisa do Flu, Ricardo seguiu para o Benfica, onde também obteve grande sucesso, tendo sido inclusive um dos artilheiros da equipe numa temporada; lá em Portugal, ajudou a equipe a vencer os campeonatos da Liga Portuguesa em 89 e 91, além da Supercopa de Portugal em 90; com o grande sucesso adquirido no Benfica, Ricardo foi integrar as fileiras do Paris St Germain, atuando nessa equipe de 91 a 95, tendo vencido o Campeonato Francês de 94 e as Copas da França e da Liga Francesa de 95. Alguns anos depois, encerrou a carreira.
Pela Seleção Brasileira, também conquistou alguns títulos, como o Panamericano de 1987 e a Copa América de 1989; na Copa de 94, seria titular da zaga no torneio, mas uma contusão o tirou da competição, que acabou tendo Aldair e Marcio Santos como zagueiros no ano do tetra.
Entretanto, como técnico, o grande Ricardo ainda não obteve sucesso, tendo passagens até razoáveis por Juventude e Vitória, mas nem tão boas pelo próprio Fluminense e Seleção Brasileira Sub-20. Na Europa, seus trabalhos vêm surtindo mais efeito.

Pois é galera mais nova...muita calma na hora de concluir que o Thiago Silva é do nível dos grandes Edinho e Ricardo Gomes. Esses dois primeiros, assim como o Thiago, tinham muita raça, identificação com a camisa do clube e técnica com a bola no pé. O Conde viu os três atuando e pode afirmar que Thiago ainda está num nível levemente abaixo das outras duas “grandes paredes”.
Além disso, como vocês puderam ler, ainda falta alguma “rodagem” e bagagem de títulos para que ele se equipare aos outros dois, além de uma nova experiência de sucesso no exterior (não agora, temos alguns campeonatos para ganhar aí pela frente...), que foi o que Edinho e Ricardo conseguiram com grande louvor, elevando o nome do Fluminense no cenário internacional.

O que nós esperamos é que o time do ano que vem seja montado para que o Thiago não tenha tanto trabalho lá atrás e possa se destacar ainda mais nas arrancadas na frente, ajudando o clube a ter grandes conquistas em 2008.

Para terminar

A cabeça do torcedor tricolor está a 100 km/h. São tantos nomes e tantas especulações, que já dava para montar uns dois times de alto nível.

Quem leu a coluna anterior do Conde, viu lá alguns nomes que eu já antecipava que seriam os preferidos da diretoria tricolor, fora as outras “cavadas”. Quem na época ficou assustado com a notícia do Renato (ex-meia do Flamengo), já pode ler hoje em vários jornais que o Flu está negociando firme com esse jogador. O lateral Leo do Benfica passou a ser o preferido depois da fraca campanha em 2007 do Gustavo Nery.

O que se fala no clube é que estão certos para 2008 os atacantes Washington e Dodô (dependendo da decisão da FIFA sobre o doping), o volante Fabinho (Tolouse) e o meia Conca do Vasco. Em negociação praticamente concretizada, o atacante Leandro Amaral. Os outros preferidos para a montagem do time são os próprios Renato e Leo, conforme falei no parágrafo anterior, além do goleiro Felipe do Corinthians, que admitiu que, apesar de ter contrato até 2011, pode não permanecer na equipe paulista.

Bom, é isso, me despeço com um grande abraço e desejos de boas festas para todos no fim de ano.

Conde Fidalgo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Quem diria??

No início do campeonato, quem diria que:


O Corinthians cairia para a segunda divisão?

O Paraná, que acabara de disputar (e bem) uma Libertadores, seria rebaixado?

O recém chegado ( e embalado!) América de Natal só somaria 17 pontos na competição (4 vitórias apenas)?

O sempre bem cotado e super-organizado Goiás só escaparia da segundona na última rodada?

O Internacional não brigaria pelo título nem pela Libertadores?

Os quatro times do Rio ficariam entre os dez primeiros na classificação?

O Flamengo ficaria em terceiro lugar?

O Fluminense ficaria em quarto lugar?


O que mais ninguém imaginaria?
Google